Setor sucroenergético avalia efeitos da Reforma Tributária sobre insumos, produção e comercialização
A Reforma Tributária entra em fase de transição neste ano e acende um alerta sobre possíveis impactos no agronegócio, setor responsável por 29,4% do PIB brasileiro, segundo estudos do Cepea/Esalq-USP em parceria com a CNA. Na cadeia sucroenergética, o tema será abordado no painel “Impactos da Reforma Tributária para o Produtor de Cana”, que faz parte do Cana Summit 2026. O evento será realizado nos dias 15 e 16 de abril, em Ribeirão Preto (SP).
O debate sobre os impactos da Reforma reúne visões complementares no encontro, com a participação de Analelia Galhardo, tax partner na PwC Brasil; Marcos Ribeiro, sócio da Simões Pires; e Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da CNA, sob mediação de Henrique Domingues Montanare, sócio e diretor da Senior Business Solutions.
A revisão de mecanismos como isenções, reduções de alíquotas e créditos presumidos, hoje utilizados para mitigar a cumulatividade de tributos, está entre os principais pontos de atenção. Mudanças na tributação de insumos também entram no radar, com potencial efeito direto sobre os custos da atividade.
De acordo com José Guilherme Nogueira, CEO da ORPLANA, a análise sobre o tema exige uma visão ampliada da atividade. “A proposta é olhar para a Reforma Tributária de forma mais abrangente, considerando não apenas a produção, mas também o impacto sobre insumos e a relação com a indústria. Esse olhar ao longo de toda a cadeia permite entender melhor como as mudanças podem afetar o setor”, afirma.
Com oito painéis na programação e expectativa de reunir cerca de mil participantes, o Cana Summit 2026 é um dos principais espaços de debate do setor sucroenergético. A edição deste ano será realizada pela primeira vez em Ribeirão Preto.