Açúcar abre semana em queda em Nova Iorque com mercado atento à Índia
O mercado de açúcar iniciou a semana em queda na bolsa Nova Iorque nesta segunda-feria (6), dando continuidade ao de ajuste observado nos últimos movimentos.
Por volta das 9h ( horário de Brasília), o contrato com vencimento em maio recuava 5 pontos, sendo negociado a 14,95 cents por libra-peso Já os contratos de julho registraram queda de 6 pontos, cotado a 15,15 cents por libra-peso.
Nesta segunda-feira, o mercado opera apenas com referência de Nova York. A bolsa de Londres está fechada devido ao feriado de Easter Monday (Segunda-feira de Páscoa), bastante tradicional nos mercados europeus. As negociações por lá devem ser retomadas normalmente na terça-feira (7).
O mercado ainda repercute a forte queda registrada na última quinta-feira, quando os preços caíram para mínimas de duas semanas na quinta-feira (2) e fecharam em forte queda. A Federação Nacional de Cooperativas de Usinas de Açúcar da Índia (NFCO) informou que a produção de açúcar do país para o período de 1º de outubro a 31 de março de 2025-26 aumentou 9% em relação ao ano anterior, atingindo 27,12 milhões de toneladas.
A produção de açúcar na Índia deverá ficar abaixo do consumo pelo segundo ano consecutivo, já que a menor produtividade da cana-de-açúcar força as usinas a encerrarem a moagem mais cedo do que o normal, disseram autoridades comerciais à Reuters.
A menor produção, juntamente com o aumento das exportações, provavelmente reduzirá os estoques domésticos e sustentará os preços locais, que estavam sob pressão devido ao excedente de oferta.
“A produção de açúcar provavelmente não ultrapassará 28 milhões de toneladas nesta safra”, disse o chefe da filial indiana de uma empresa global de comércio com sede em Mumbai. “A maioria das usinas de açúcar já encerrou a moagem, restando apenas algumas em operação, que devem fechar nas próximas semanas”.
No início da temporada, entidades do setor – incluindo a Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia (Isma) e a Federação Nacional de Cooperativas de Usinas de Açúcar (NFCSF) –, previram uma produção de cerca de 31 milhões de toneladas, contra uma demanda local de 28,5 a 29 milhões de toneladas.
Já no Brasil o aumento da produção de açúcar também é um fator negativo para os preços do açúcar. A Unica informou que a produção acumulada de açúcar no Centro-Sul em 2025/26 (de outubro a meados de março) cresceu 0,7% em relação ao ano anterior, atingindo 40,25 milhões de toneladas, com as usinas elevando o percentual de cana processada para 50,61%, ante 48,08% no ano passado.
Os preços do açúcar também encontram algum suporte em meio às interrupções no fornecimento causadas pelo fechamento do Estreito de Ormuz. De acordo com a Covrig Analytics, o fechamento do estreito reduziu em aproximadamente 6% o comércio mundial de açúcar, restringindo a produção de açúcar refinado.