Açúcar inicia semana próximo das mínimas recentes mesmo com leve recuperação
A semana começou com os preços do açúcar próximos dos menores níveis dos últimos pregões, refletindo principalmente a ampla oferta global e o cenário geopolítico no radar dos investidores.
Em Nova York, o contrato maio do açúcar foi negociado a 13,85 cents por libra-peso, com leve alta de 10 pontos. Apesar da recuperação pontual, os preços seguem próximos das mínimas recentes.
Na bolsa de Londres, o contrato maio do açúcar branco avançou 26 pontos, sendo negociado a US$ 419,90 por tonelada. Já o contrato de agosto foi cotado a US$ 416,80.
O mercado também acompanha os movimentos do petróleo, que têm impacto direto sobre o setor sucroenergético. Em geral, preços mais elevados do petróleo tendem a favorecer o açúcar, ao incentivar a produção de etanol pelas usinas. No entanto, nesta semana, o petróleo registrou queda em meio às negociações por um possível cessar-fogo no Irã, reduzindo esse suporte para as cotações.
Mercado sensível
De acordo com a StoneX, o mercado segue mais sensível aos fundamentos de oferta e demanda do que a fatores externos. “O mercado continua mais sensível ao seu próprio equilíbrio entre oferta e demanda do que a fatores externos”, afirmou a consultoria.
A StoneX também destacou a fragilidade recente dos preços. “O açúcar continua a mostrar fraqueza, já que durante a recuperação do mercado futuro o prêmio de exportação para o açúcar físico em Santos não acompanhou, pelo contrário, diminuiu”, acrescentou.
No cenário internacional, a China, segundo maior importador global, elevou sua estimativa de produção de açúcar para a safra 2025/26 em 800 mil toneladas, totalizando 12,5 milhões de toneladas, o que reforça a perspectiva de maior oferta global.
Por outro lado, fatores climáticos seguem no radar. O centro de previsão climática dos Estados Unidos indicou que há 61% de probabilidade de desenvolvimento do fenômeno El Niño entre maio e junho de 2026, com possibilidade de persistência até o fim do ano, o que pode impactar a produção em importantes regiões produtoras.
Ainda assim, o contrato mais ativo de açúcar branco registrou queda de US$ 1,30, ou 0,3%, encerrando a US$ 412,30 por tonelada, no menor nível desde o início de março.