Preços do açúcar seguem em queda com pressão do petróleo e expectativa de maior oferta
As cotações do açúcar continuam em queda nas bolsas internacionais nesta sexta-feira (8), pressionadas principalmente pelas oscilações do petróleo e pelas perspectivas de aumento da oferta global da commodity.
Em Nova York, o contrato julho do açúcar bruto recuava 30 pontos, negociado a 14,51 cents de dólar por libra-peso. Na bolsa de Londres, o contrato agosto registrava queda de 350 pontos, cotado a US$ 428,40 por tonelada.
O mercado do açúcar vem ampliando as perdas registradas nas últimas sessões, com os preços atingindo mínimas de uma semana.
Queda do petróleo pressiona etanol
A desvalorização do açúcar acompanha o movimento do petróleo, que acumula queda superior a 8% nas últimas três sessões.
O recuo da energia reduz a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis, diminuindo o incentivo para a produção do biocombustível pelas usinas brasileiras.
Segundo análise da Covrig Analytics, a queda nos preços do etanol já começa a alterar o mix de produção no Centro-Sul do Brasil, favorecendo o direcionamento da cana-de-açúcar para a fabricação de açúcar.
De acordo com a consultoria, o açúcar atualmente oferece rentabilidade entre 0,7 e 1 centavo de dólar por quilo acima do etanol.
Mercado segue pressionado pela oferta
Além da influência do petróleo, o mercado internacional do açúcar continua pressionado pelas expectativas de ampla oferta global e por sinais de demanda mais enfraquecida.
O cenário reforça o viés baixista das cotações internacionais, especialmente diante da perspectiva de maior disponibilidade da commodity ao longo da safra.
0 comentário
Açúcar cai para mínimas de semanas com mercado focado no aumento da oferta
Açúcar opera próximo das mínimas da semana com foco na oferta mundial
Açúcar despenca pressionado por petróleo e oferta global
Brasil e Índia apostam no etanol e impulsionam debate sobre combustíveis
Canaoeste recebe prêmio internacional por ações alinhadas aos ODS
Setor sucroenergético enfrenta aperto com ATR baixo e custos em alta, mas expectativa é de recuperação dos preços