Açúcar sobe em Nova Iorque e Londres após disparada do petróleo
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As cotações do açúcar voltaram a subir na manhã desta segunda-feira (11) nas principais bolsas de valores. Por volta das 10h30 (horário de Brasília), a commodity registrava alta em Nova Iorque e Londres. O movimento foi impulsionado pela forte valorização do petróleo, que avançava mais de 3% após o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã.
Na bolsa de Nova Iorque, o contrato julho era negociado a 14,84 cents de libra-peso, avanço de 15 pontos. Já o contrato outubro registrava alta de 13 pontos, cotado a 15,29 cents de libra-peso.
As cotações em Londres também reagiram à valorização do petróleo. O contrato agosto avançava 360 pontos, negociado a US$ 435,60 por tonelada. O vencimento outubro subia 320 pontos, comercializado a US$ 435,50 por tonelada.
Petróleo dispara com tensão no Oriente Médio
Os preços do petróleo operam em forte alta após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que rejeitou a resposta do Irã à proposta de paz apresentada por Washington. O cenário também é pressionado pela renovação das ameaças iranianas envolvendo o Estreito de Ormuz.
O petróleo Brent, principal referência global e utilizado como parâmetro para a Petrobras, registrava valorização de 4,13%, sendo negociado a US$ 105,47 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) avançava 4,52%, cotado a US$ 99,73. Em conversão direta, o barril do Brent alcançava cerca de R$ 532,60.
Mercado teme impacto no fornecimento global
A disparada nas cotações do petróleo reflete o agravamento da crise geopolítica no Oriente Médio e os riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo.
A via permanece parcialmente bloqueada após o novo impasse diplomático entre Estados Unidos e Irã. O governo norte-americano classificou como “inaceitável” a contraproposta enviada por Teerã em resposta ao plano de paz apresentado por Washington. O cenário aumenta os temores sobre possíveis impactos no abastecimento global de petróleo e energia.
Alta do petróleo favorece açúcar e etanol
A valorização do petróleo tende a fortalecer os preços do etanol, o que influencia diretamente o mix de produção das usinas brasileiras. Com combustíveis mais caros, cresce a tendência de direcionamento de uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de etanol, reduzindo a oferta de açúcar no mercado internacional e dando sustentação às cotações da commodity.
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