Cursos superiores formam novos profissionais da cana

Publicado em 17/05/2010 07:35 672 exibições
Ofertas de graduação e especialização na região buscam suprir a falta de mão de obra especializada na cadeia produtiva

Pelo menos no setor sucroalcooleiro, a necessidade de mão de obra qualificada e a oportunidade de ingressar em um mercado de trabalho promissor têm frequentado as mesmas salas de aula na região de Ribeirão Preto.

Públicos, privados ou mantidos por entidades setoriais, cursos técnicos, superiores ou de especialização que vão da gestão de uma usina ao conhecimento completo do ciclo da cana-de-açúcar tentam garantir vagas e novos adeptos na mesma velocidade da profissionalização do setor.

"A usina mais antiga tem lá o "seo Pedro" da fermentação, que só de olhar já sabe se o caldo está ou não no ponto. Mas, com o aumento dos investimentos em novas plantas nos últimos anos, o usineiro se deparou com uma falta de mão de obra especializada para operar seu negócio", diz o presidente do Ceise-BR (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroalcooleiro e Energético), Adézio Marques.

Referência para a cadeira produtiva canavieira no Brasil, a região depende da qualificação de novos profissionais para não perder espaço e importância para áreas onde a expansão da cultura canavieira é recente, porém, mais forte, segundo o professor da FEA-RP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto), da USP, Alberto Borges Matias.

Na Unaerp (Universidade de Ribeirão Preto), a primeira turma do curso superior de três anos em tecnologia em produção sucroalcooleira se formou em 2007.

Desde 2001, porém, a instituição já mantinha um curso de dois anos na mesma área.

Segundo a coordenadora do curso, Miriam Vergínia Lourenço, o perfil do aluno que se interessa pelo setor ligado à cana mudou nos últimos anos.

"Nós estamos num momento de transição. Até duas turmas atrás, boa parte da sala era de pessoas com experiência e que vinham em busca de mais informações. Agora, 90% dos alunos que ingressar nesse mercado são jovens", diz.

Para Marcelo Costa de Carvalho Villela, coordenador do curso de tecnologia em produção sucroalcooleira do Centro Universitário Moura Lacerda, a vocação regional para o agronegócio favorece a demanda por profissionais com formação específica. A primeira turma do curso do Moura Lacerda receberá o diploma neste ano.

Após formados, porém, esses profissionais terão de provar ao mercado que esse conhecimento será um diferencial no dia a dia. "Leva tempo para virar referencial, até o mercado perceber que o profissional é bom, e aí ele terá de provar seu valor."

Fonte:
Folha de São Paulo

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