Nordeste: Mesmo com crise na produção de cana, preço do álcool não deve subir

Publicado em 15/06/2010 08:06 209 exibições
Vários engenhos do Nordeste enfrentam crise por conta do atraso na chegada das chuvas, mas a produção de outros Estados é capaz de suprir as necessidades do mercado .
O atraso na chegada das chuvas comprometeu a produção de cana-de-açúcar em vários engenhos do Nordeste, região que chega a produzir dez mil toneladas de cana por safra. Mesmo assim, de acordo com o presidente da União das Indústrias de Cana de Açúcar, Marcos Jank, não deve faltar etanol, porque a produção de outros Estados pode suprir as necessidades do mercado.

“Esse risco [de faltar etanol] não existe. Vamos ter álcool suficiente para fazer a mistura com a gasolina e, no máximo, vai ter algum ajuste através de preços”, declarou Jank.

No interior pernambucano, a queda da safra preocupa. A chuva chegou tarde e os engenhos de Pernambuco, principalmente os da Zona da Mata Norte, enfrentam prejuízos. De acordo com a Associação dos Fornecedores de Cana, há oito anos os produtores não atravessam uma situação tão difícil.

Para discutir os impactos da crise para o consumidor e os novos rumos da produção de açúcar e álcool, foi marcado para esta segunda-feira (14), no Recife, o Fórum Nordeste 2010.

Medida Provisória

Entrou em vigor hoje uma medida provisória que vai ajudar os produtores a enfrentar a crise. o Governo Federal vai dar um subsídio de R$ 5 para cada tonelada colhida pelos produtores independentes. Eles vão receber durante 2010 e 2011, referente às safras de 2009 e 2010. A ajuda é só para o Nordeste, mas além de incentivar a produção na região, pode ter reflexos em todo o País.

O deputado federal Duarte Nogueira (PSDB/SP), disse que a medida vai estimular a produção nordestina e gerar economia para o consumidor: “À medida que você incentiva os produtores do Nordeste, você garante uma melhor eficiência de entrega e abastecimento, com economia para o consumidor. É um apoio importante que vai melhorar a relação entre o custo de produção e a renda obtida, além de estimular a produção nordestina”.

Fonte:
PE 360º

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