Preço do etanol nos postos vai cair nos próximos dias, garante Unica

Publicado em 31/03/2011 17:27 282 exibições
Os preços do etanol nas bombas de combustíveis deverão diminuir já no início de abril, de acordo com o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank. “Com a entrada da nova safra, os preços vão cair, sem dúvida alguma, mas a flutuação continuará sendo forte”, afirmou o executivo nesta quinta-feira, após apresentar as projeções para a safra 2011/2012.

Nos últimos meses, os preços nos postos vêm sofrendo grande oscilação devido ao aumento da demanda, impulsionada pelo crescimento da frota de veículos flex, num cenário de quebras consecutivas de safra por questões climáticas. Apesar disso, Jank avalia que as variações no mercado interno são muito menores que as apresentadas em outros países. “Se a gasolina refletisse o preço do petróleo, também haveria reclamação quanto ao seu valor na bomba”, comentou, referindo-se ao fato de que, no Brasil, o preço da gasolina é controlado pelo governo e, por isso, as recentes altas no preço do petróleo não chegaram até o consumidor.

O presidente da Unica refutou a tese que aponta o açúcar como uma das principais causas da alta do etanol. Ele admite que nas últimas safras a remuneração gerada pelo açúcar foi melhor que a oferecida pelo álcool, mas destaca que apenas cerca de 5% da produção migrou do etanol para o açúcar.  “O problema é que a oferta está maior que a demanda. Se tivéssemos aumentado a fabricação de etanol, a gritaria seria por falta de açúcar”, argumentou, acrescentando que de 2002 a 2008 o setor dobrou a produção de cana-de-açúcar.

No período, de acordo com o executivo, a indústria cresceu a um ritmo de 10% ao ano, mas com a crise global, um terço do setor se viu em situação delicada, e o percentual de expansão recuou para 3% ao ano. “Agora precisamos encontrar formas de voltar a crescer para atender a demanda. No atual cenário, a competitividade está prejudicada”, ressaltou. O caminho da expansão, em sua opinião, passa pelo governo.  “Precisamos discutir a questão tributária, melhorar as garantias de abastecimento e as condições de infraestrutura”, concluiu.

Fonte:
Valor Online

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