Bandeira "Escassez Hídrica" não será suficiente para cobrir custos, diz MME

Publicado em 13/10/2021 14:26

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Governo e reguladora Aneel estudam como tratar o descasamento financeiro das distribuidoras, já que a bandeira tarifária "Escassez Hídrica" não será suficiente para cobrir todos os custos que o país utilizou para garantir segurança energética, disse a secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Dadald.

Os custos do Brasil para o abastecimento elétrico, em meio a maior seca nos reservatórios de hidrelétricas em mais de 90 anos, foram mais altos do que o esperado, devido a um aumento dos preços dos combustíveis em todo o mundo, explicou Dadald.

Dessa forma, as distribuidoras estão tendo custos mais elevados no pagamento de térmicas e só receberiam um retorno no reajuste tarifário do ano que vem.

"A bandeira 'Escassez Hídrica'... não será suficiente para a cobertura de todos os recursos que nós utilizamos para a segurança energética", disse a secretária-executiva.

A bandeira, em vigor entre setembro deste ano e abril de 2022, foi determinada pela Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg) e trouxe aumento adicional de 6,78% na tarifa média dos consumidores regulados. Seu patamar tem valor de 14,20 reais a cada 100 kWh consumidos.

(Por Marta Nogueira)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Tchau, calor! Frente fria avança e derruba as temperaturas no Centro-Sul
Ciclone muda o tempo no Centro-Sul e coloca várias regiões em alerta para temporais
Ciclone ganha força e muda o tempo no Centro-Sul; temporais entram no radar
Quarta-feira terá temporais no PR e SC, chuva forte em SP e MS
Sul, Sudeste e Centro-Oeste têm alerta para tempestades nesta quarta-feira (30)
Justiça condena Porto Alegre a pagar R$ 50 milhões por danos causados pelas enchentes de 2024