NOAA aumenta probabilidade de El Niño e indica chance de forte intensidade no segundo semestre
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A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), em novo relatório publicado nesta quinta-feira (09), antecipou a previsão para o estabelecimento de um fenômeno El Niño, que agora tem 61% de chance de ocorrer no trimestre entre maio e julho.
As condições neutras do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENSO) continuam presentes no Oceano Pacífico e devem persistir até o trimestre de abril a junho de 2026, com probabilidade de cerca de 80%. No entanto, os modelos climáticos indicam uma mudança gradual desse cenário ao longo dos próximos meses.
Na atualização anterior, divulgada em março, a probabilidade de formação do El Niño no trimestre de maio a julho ainda era inferior a 50%. Na nova projeção, divulgada em abril, essa chance passou a superar esse patamar.
A previsão se baseia em sinais observados no oceano e na atmosfera, incluindo o aumento contínuo das temperaturas subsuperficiais no Pacífico equatorial, que já se mantêm acima da média há cinco meses consecutivos.
Os dados do conjunto multimodelos da América do Norte, que inclui o sistema climático CFSv2, também apontam para a manutenção das condições neutras no curto prazo, seguida por uma mudança para El Niño na segunda metade do ano. Segundo a NOAA, os cenários projetados variam desde um evento de intensidade moderada até um episódio muito forte durante o próximo inverno do Hemisfério Norte.
A agência destaca ainda que existe aproximadamente uma chance em quatro de que o aquecimento no Pacífico atinja níveis considerados muito fortes — quando o índice Niño-3.4 supera 2,0 °C. Esse desfecho, contudo, depende da persistência das anomalias de ventos de oeste ao longo dos próximos meses, condição que ainda não é garantida.
Mesmo com a possibilidade de um El Niño mais intenso, a agência ressalta que eventos mais fortes nem sempre resultam, necessariamente, em impactos climáticos mais severos. Isso ocorre porque os efeitos do fenômeno dependem de uma combinação de fatores atmosféricos e regionais.
No entanto, quanto maior a intensidade do El Niño, maior tende a ser a probabilidade de ocorrência de determinados impactos, como alterações nos padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo
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