Trigo: baixa oferta sustenta preço, que é o maior desde 2018

Publicado em 03/03/2020 13:37

A oferta de trigo segue baixa no mercado doméstico, contexto que tem reduzido a liquidez, mas mantido em alta os preços do cereal. Nesse cenário, em fevereiro, os preços médios do trigo em Santa Catarina atingiram os maiores patamares nominais desde julho de 2018. No Paraná e em São Paulo, as médias de fevereiro são as maiores desde agosto/18 e no Rio Grande do Sul, desde setembro/19. Segundo colaboradores do Cepea, boa parte dos triticultores está afastada das vendas, aguardando para negociar futuramente os lotes em estoques. Esses agentes estão atentos ao dólar fortalecido – que encarece as importações – e ao fato de o governo argentino elevar os impostos das exportações de produtos agrícolas (as chamadas “retenciones”). Do lado comprador, alguns moinhos já apontam que estão com estoques curtos e que precisam retomar as aquisições. Entretanto, esses agentes têm dificuldades em encontrar lotes disponíveis para venda. Em fevereiro, a média do Paraná ficou 7,1% acima da de janeiro. As médias dos estados sul-rio-grandense, paulista e catarinense superaram em 5,1%, 5,4% e 3,5% as de janeiro, respectivamente. 

Fonte: Cepea

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Indústria do trigo e autoridades debatem gargalos de fronteira para destravar comércio entre Brasil e Paraguai
Trigo/Cepea: Importações recuam; colheita avança no Brasil
Excedente de exportação de trigo francês pode desaparecer em 10 anos, dizem produtores
Chuvas, granizo e doenças aumentam pressão sobre trigo no Sul; colheita chega a 11,5%
Trigo cai novamente em Chicago, com negociações sobre a guerra na Ucrânia em destaque
Trigo evolui de forma satisfatória no Rio Grande do Sul