Trigo fecha em alta na CBOT nesta quinta-feira (26) com ajuste técnico e clima nos EUA no radar

Publicado em 26/02/2026 17:23 e atualizado em 26/02/2026 17:59
Contratos avançam em Chicago após movimentos de recompra e monitoramento das condições das lavouras nas Planícies norte-americanas; cenário brasileiro segue atento ao clima e ao ritmo da comercialização

O mercado do trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (26) em alta na Bolsa de Chicago. O contrato maio/26 fechou cotado a US$ 5,74/bu, com avanço de 46 pontos, o equivalente a 0,83%. O março/26 terminou o dia a US$ 5,71/bu, com ganho de 60 pontos, alta de 1,06%. Já o julho/26 encerrou a US$ 5,82/bu, com valorização de 42 pontos, avanço de 0,73%.

O movimento positivo foi sustentado por ajustes técnicos após recentes perdas e pela atuação de fundos recomprando posições vendidas. Além disso, o mercado segue reagindo às previsões climáticas para as Planícies dos Estados Unidos, principal região produtora de trigo de inverno. Mapas meteorológicos indicam possibilidade de chuvas em áreas que vinham enfrentando déficit hídrico, fator que vinha pressionando os contratos nas sessões anteriores. A expectativa de melhora nas condições das lavouras reduz parte do prêmio de risco climático, mas a volatilidade permanece diante da irregularidade das precipitações e das temperaturas ainda baixas em algumas áreas.

Relatórios semanais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos continuam sendo monitorados pelos operadores, especialmente os dados de condições das lavouras e exportações. O ritmo de embarques norte-americanos segue como ponto de atenção, já que a competitividade do trigo dos EUA depende do comportamento do dólar e da concorrência com origens do Mar Negro.

No cenário internacional, o mercado também observa a oferta russa e as políticas comerciais da região do Mar Negro, que influenciam diretamente o fluxo global do cereal. Qualquer alteração em tarifas, cotas ou ritmo de embarques tende a gerar impacto imediato nas cotações em Chicago.

No Brasil, o mercado físico segue regionalizado, com produtores atentos às condições climáticas para o desenvolvimento das lavouras nas regiões Sul e Centro-Oeste. No Paraná e no Rio Grande do Sul, estados que concentram a maior parte da produção nacional, o acompanhamento do regime de chuvas é determinante para o potencial produtivo da safra. Além disso, a paridade de importação continua influenciando a formação de preços internos, uma vez que o Brasil é tradicional importador do cereal, especialmente da Argentina. O câmbio e o ritmo de compras por parte dos moinhos seguem como fatores decisivos para a movimentação do mercado doméstico.
 

Por: Priscila Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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