Trigo inicia sexta-feira (27) em alta na Bolsa de Chicago com clima e oferta no radar
O mercado do trigo iniciou a sessão desta sexta-feira (27) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), com os principais vencimentos registrando ganhos significativos no início do pregão.
Na abertura, o contrato maio/26 era cotado a US$ 5,85 por bushel, com avanço de 110 pontos, o que representa aproximadamente 1,91% em relação ao fechamento anterior. O vencimento março/26 abriu o dia também a US$ 5,85 por bushel, com ganho de 140 pontos, equivalente a cerca de 2,45%. Já o contrato julho/26 era negociado a US$ 5,93 por bushel, com valorização de 110 pontos, o que representa cerca de 1,89%.
Os preços mais altos refletem uma combinação de fatores que continuam influenciando o mercado global de trigo. Dados recentes mostram que a seca vem se expandindo nas Planícies Meridionais dos Estados Unidos, incluindo áreas importantes como o estado do Kansas, um dos maiores produtores de trigo de inverno do país, o que tem gerado preocupação entre traders e compradores sobre as condições das lavouras e possíveis restrições de oferta mais adiante na temporada. Esse cenário climático desfavorável tem sido citado como um dos principais motivos por trás da pressão altista dos contratos futuros hoje.
Além disso, internamente no mercado de grãos, o ajuste de posições por parte de fundos e investidores tem contribuído para o movimento de alta, com recompras cobrindo posições vendidas após recentes oscilações nos preços futuros. A ausência de notícias negativas de grande escala sobre oferta adicional também ajuda a sustentar o início de pregão positivo.
No panorama global, agentes de mercado seguem de olho no equilíbrio entre oferta e demanda, com particular atenção às inspeções de exportação dos Estados Unidos e aos relatórios de vendas externas que são aguardados ao longo do dia, elementos que podem reforçar ou moderar esse movimento de alta nas próximas horas.
Para o Brasil, a abertura em alta nos futuros internacionais também é relevante, já que o país é importador líquido de trigo. A alta em Chicago pode impactar as paridades de importação, elevando os custos de aquisição no mercado doméstico caso o movimento se sustente ao longo do dia. O câmbio e as condições logísticas continuarão a influenciar a competitividade do trigo importado em relação ao cereal produzido internamente no Sul do país.
O pregão segue com atenção aos fatores climáticos nos EUA, aos dados de demanda global e ao comportamento do dólar, que deverão orientar as cotações ao longo desta sexta-feira no mercado do trigo.