Trigo amplia perdas no fechamento e pressão externa pesa sobre mercado nesta quinta-feira
O mercado do trigo encerrou o pregão desta quinta-feira (9) em baixa na Chicago Board of Trade (CBOT), refletindo a continuidade de um cenário pressionado por fundamentos globais que seguem limitando a recuperação das cotações.
No fechamento, o contrato maio/26 foi cotado a US$ 5,74/bu, com baixa de 5 pontos. O julho/26 fechou a US$ 5,85/bu, com recuo de 6 pontos, enquanto o setembro/26 encerrou o dia a US$ 5,97/bu, também registrando queda de 6 pontos.
O movimento negativo esteve alinhado às atualizações recentes dos fundamentos do mercado internacional. Dados divulgados pelo United States Department of Agriculture (USDA) indicaram aumento na oferta projetada, o que reforçou a percepção de um balanço global mais confortável. Esse tipo de ajuste tende a pressionar os preços, já que amplia a disponibilidade do cereal no mercado.
Além disso, o ambiente externo segue marcado por forte competitividade entre os principais exportadores, o que dificulta avanços mais consistentes nas cotações em Chicago. A atuação dos fundos também contribuiu para o movimento, com liquidações de posição em um cenário de menor apetite ao risco.
No campo climático, apesar de algumas preocupações pontuais em regiões produtoras, não há, até o momento, uma ameaça concreta à oferta global que justifique sustentação mais firme dos preços. Esse fator mantém o mercado sensível principalmente aos dados de oferta e demanda.
No Brasil, o reflexo desse cenário internacional segue sendo acompanhado com cautela. O mercado físico permanece com liquidez limitada, com moinhos atuando de forma pontual e produtores adotando postura mais defensiva, aguardando melhores condições de comercialização. O câmbio continua sendo um elemento importante na formação dos preços internos, especialmente diante da necessidade de importação em determinadas regiões.
O fechamento desta quinta-feira reforça um ambiente ainda desafiador para o trigo, com pressão vinda do exterior e um mercado que segue dependente de novos fatores que possam alterar o atual equilíbrio entre oferta e demanda global.