Trigo começa o dia em queda e mercado amplia pressão com novas perdas em Chicago
O mercado do trigo iniciou a sessão desta sexta-feira (10) em baixa na Chicago Board of Trade (CBOT), dando sequência ao movimento de pressão observado nos últimos dias e refletindo um ambiente ainda desfavorável para a sustentação dos preços.
Na abertura, o contrato maio/26 foi cotado a US$ 5,68/bu, com baixa de 6 pontos. O julho/26 operava a US$ 5,78/bu, registrando recuo de 6 pontos, enquanto o setembro/26 era negociado a US$ 5,91/bu, também com queda de 6 pontos nas primeiras movimentações do dia.
O cenário segue influenciado por fundamentos globais mais confortáveis do lado da oferta. Atualizações recentes do United States Department of Agriculture (USDA) indicam aumento nos estoques e maior disponibilidade do cereal, fator que continua pressionando as cotações internacionais.
Além disso, a competitividade entre grandes exportadores segue elevada, o que limita o espaço para recuperação dos preços em Chicago. A ausência de problemas climáticos mais severos nas principais regiões produtoras também reduz o suporte altista no curto prazo.
Outro ponto relevante é a atuação dos fundos no mercado futuro, que continuam ajustando posições e ampliando a volatilidade. Esse comportamento contribui para movimentos mais rápidos de queda, como o observado nesta abertura.
No Brasil, o impacto é sentido de forma indireta, com o mercado físico mantendo ritmo lento. Moinhos seguem abastecidos no curto prazo, enquanto produtores acompanham o cenário externo antes de avançar nas negociações. O câmbio continua sendo um fator importante na formação dos preços internos, especialmente diante da dependência de importações em algumas regiões.
Diante disso, a abertura desta sexta-feira reforça um ambiente de pressão para o trigo, com o mercado internacional ainda dominado por oferta confortável e ausência de fatores que sustentem uma reação mais consistente nas cotações.