Trigo fecha em queda em Chicago com pressão de estoques maiores e mercado segue volátil
O mercado do trigo encerrou a sessão desta sexta-feira em queda na Bolsa de Chicago, pressionado por fundamentos ligados ao aumento da oferta e ajustes técnicos. O contrato maio 2026 fechou cotado a US$ 5,71/bu, com baixa de 34 pontos. O julho 2026 encerrou a US$ 5,80/bu, com recuo de 42 pontos, enquanto o setembro 2026 terminou o dia a US$ 5,93/bu, com perda de 44 pontos.
A pressão sobre as cotações veio após divulgação de dados indicando estoques maiores do que o esperado nos Estados Unidos. Segundo análise da Safras & Mercado, o USDA elevou os estoques finais norte-americanos de trigo para 938 milhões de bushels na safra 2025/26, acima das projeções anteriores e também das expectativas do mercado, fator considerado baixista para os preços.
O relatório também apontou aumento nos estoques globais, estimados em 283,12 milhões de toneladas, além de elevação da produção mundial para 844,15 milhões de toneladas, reforçando o cenário de oferta confortável no curto prazo.
Com esse contexto, o mercado perdeu força ao longo da sessão, já que estoques mais amplos tendem a reduzir a necessidade imediata de compras e limitam prêmios climáticos. Analistas destacam que esse tipo de dado costuma provocar realização de lucros e reposicionamento dos fundos, aumentando a volatilidade.
Para o produtor rural, o fechamento indica movimento negativo nos principais vencimentos. As quedas em pontos nos contratos maio, julho e setembro 2026 refletem o impacto direto das estimativas de maior oferta e estoques mais confortáveis, cenário que tende a manter o mercado sensível a novos relatórios de oferta e demanda e às condições climáticas nas próximas sessões.