Trigo segue em alta e renova máximas em Chicago: o que está por trás desse movimento
O mercado do trigo iniciou esta quarta-feira, 29 de abril de 2026, com continuidade do movimento de alta na Bolsa de Chicago, ampliando os ganhos vistos no fechamento anterior e renovando máximas recentes. O cenário reforça um ambiente de sustentação dos preços no curto prazo, com impactos diretos para o produtor brasileiro.
Na abertura, o contrato maio/26 é negociado a US$ 6,49/bu, com alta de 274 pontos. O julho/26 opera a US$ 6,57/bu, avançando 280 pontos, enquanto o setembro/26 é cotado a US$ 6,70/bu, com valorização de 282 pontos.
A continuidade das altas está ligada principalmente às preocupações com o clima em importantes regiões produtoras do Hemisfério Norte. As condições ainda geram incertezas sobre o desenvolvimento das lavouras de inverno nos Estados Unidos, fator que mantém o mercado sensível a qualquer nova atualização. Esse cenário tem sido acompanhado de perto por investidores, que seguem ampliando posições compradas, contribuindo para o avanço das cotações.
Além disso, o mercado também encontra suporte em fatores técnicos, após um período recente de volatilidade, e no comportamento de outras commodities, que seguem influenciando o fluxo financeiro global.
Para o Brasil, esse movimento reforça um cenário que já vinha de preços internos firmes. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o Cepea, a oferta mais restrita no mercado doméstico e a demanda ativa por parte dos moinhos vêm sustentando os preços, especialmente em um momento de entressafra. Com Chicago em alta, a tendência é de manutenção desse suporte, o que pode abrir novas oportunidades de negociação para o produtor.
Ao mesmo tempo, o cenário exige atenção. Movimentos intensos de alta costumam vir acompanhados de ajustes rápidos, e o produtor precisa avaliar estratégias de comercialização com cautela, considerando custos, câmbio e a evolução da nova safra.
O início do dia reforça que o mercado do trigo segue sensível a fatores externos e climáticos, e que o produtor brasileiro permanece diretamente impactado por esse ambiente, tendo que equilibrar oportunidade e risco em suas decisões.