Trigo começa o dia com pressão em Chicago e mercado sente ajuste após altas recentes
O mercado do trigo iniciou a terça-feira (5), em queda na Bolsa de Chicago, em um movimento de ajuste após as altas registradas no início da semana. Por volta das 08h50, horário de Brasília, os contratos futuros apresentavam recuo entre os principais vencimentos.
O contrato maio/26 era cotado a US$ 6,33/bu, com alta de 34 pontos. Já o julho/26 recuava para US$ 6,35/bu, com queda de 54 pontos. O setembro/26 operava a US$ 6,50/bu, com baixa de 56 pontos, enquanto o dezembro/26 era negociado a US$ 6,71/bu, também com desvalorização de 56 pontos.
O movimento indica uma correção técnica depois da recuperação recente, com investidores realizando lucros. Além disso, o mercado internacional segue monitorando as condições das lavouras no Hemisfério Norte, especialmente nos Estados Unidos, onde o clima continua sendo fator decisivo para o desenvolvimento das safras.
No Brasil, o cenário segue dando sustentação aos preços. Segundo pesquisadores do Cepea, a oferta restrita e a baixa liquidez, típicas do período de entressafra, continuam limitando os negócios no mercado spot. Vendedores permanecem retraídos, aguardando melhores oportunidades, enquanto compradores com necessidade imediata acabam aceitando preços mais elevados.
Esse ambiente mantém o trigo em grão valorizado no mercado interno, mesmo diante das oscilações externas. Por outro lado, o farelo de trigo segue pressionado, com queda nos preços devido à maior oferta e à concorrência com produtos substitutos na alimentação animal. Já as farinhas apresentam comportamento mais estável, refletindo uma demanda mais equilibrada.
O início do dia reforça um mercado ainda sensível a movimentos técnicos no exterior, mas sustentado por fundamentos mais firmes no Brasil, especialmente pela restrição de oferta neste momento do ciclo.