Trigo fecha em queda em Chicago e mercado brasileiro segue atento ao custo de importação
O mercado do trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (7), com novas perdas na Bolsa de Chicago, mantendo o movimento de pressão observado nos últimos dias. O cenário internacional segue influenciado por fatores técnicos, clima nas regiões produtoras e expectativa sobre a oferta global.
No fechamento, o contrato maio 2026 terminou cotado a US$ 6,01/bu, com baixa de 42 pontos. O julho 2026 fechou a US$ 6,12/bu, com recuo de 50 pontos. Já o setembro 2026 encerrou o dia negociado a US$ 6,27/bu, com queda de 54 pontos. Nos contratos mais longos, o dezembro 2026 terminou a sessão a US$ 6,48/bu, com perda de 56 pontos.
Segundo análises do mercado internacional, as cotações foram pressionadas por vendas técnicas e pela continuidade do monitoramento das condições climáticas nas principais regiões produtoras do Hemisfério Norte. O mercado acompanha especialmente o desenvolvimento das lavouras norte-americanas e as perspectivas para a safra global.
Além disso, operadores seguem atentos ao comportamento do dólar e ao fluxo financeiro das commodities agrícolas, fatores que continuam ampliando a volatilidade em Chicago.
No Brasil, o recuo externo é acompanhado de perto porque influencia diretamente o custo de importação do cereal. Mesmo assim, o mercado doméstico ainda encontra sustentação em alguns momentos devido à oferta restrita e à necessidade de abastecimento durante a entressafra.