Trigo recua em Chicago nesta quinta-feira e mercado monitora redução da safra brasileira

Publicado em 14/05/2026 11:00
Contratos futuros operam em baixa na manhã desta quinta-feira (14), pressionados por realização de lucros e avanço das projeções de oferta global, enquanto no Brasil o mercado segue atento à redução da área plantada e aos custos de produção

O mercado do trigo opera em baixa na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (14), após os fortes ganhos registrados nos últimos pregões. Por volta das 9h45, horário de Brasília, os contratos futuros devolviam parte das altas recentes, em um movimento de realização de lucros e ajuste técnico dos investidores.

O contrato julho/26 trabalhava a US$ 6,66/bu, com baixa de 86 pontos. O setembro/26 era cotado a US$ 6,79/bu, com recuo de 90 pontos. Já o dezembro/26 operava a US$ 6,97/bu, em queda de 102 pontos.

Segundo análise do mercado internacional, os preços passaram a sentir pressão após o avanço recente provocado pelas preocupações climáticas nos Estados Unidos e pelas incertezas envolvendo a oferta global. Nesta quinta-feira, o mercado trabalha em ajuste, acompanhando também previsões de melhora climática em algumas regiões produtoras do cinturão de trigo norte-americano.

No Brasil, porém, o cenário segue de sustentação para os preços internos. A consultoria Safras & Mercado reduziu recentemente sua estimativa para a área plantada e para a produção brasileira de trigo na safra 2026/27. A consultoria projeta menor intenção de plantio por parte dos produtores, principalmente em função dos custos elevados e da rentabilidade considerada apertada em algumas regiões.

No Sul do país, o mercado também acompanha o ritmo lento da semeadura. Dados da Conab já indicavam atraso nos trabalhos em comparação com o ano passado e com a média histórica. Além disso, produtores seguem cautelosos diante das incertezas climáticas e dos altos custos de implantação da lavoura.

Mesmo com a pressão externa desta manhã, os preços domésticos continuam sustentados pela oferta restrita de trigo de qualidade no mercado brasileiro. Pesquisadores do Cepea apontam que vendedores permanecem retraídos, aguardando valores melhores para negociar os lotes remanescentes da safra passada. Do lado comprador, indústrias seguem priorizando o produto nacional diante das dificuldades relacionadas à qualidade do trigo importado da Argentina.

 

Por: Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte: Notícias Agrícolas

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