Trigo despenca mais de 2% em Chicago e pressão externa liga sinal de alerta no mercado brasileiro
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O mercado do trigo encerrou esta quinta-feira (14) em forte baixa na Bolsa de Chicago, acompanhando a pressão generalizada sobre os grãos e a piora do sentimento externo após dados considerados negativos para as exportações americanas. A queda do dólar frente ao real também entrou no radar do mercado brasileiro e aumentou a pressão sobre a formação dos preços internos.
No fechamento da sessão, por volta das 16h, horário de Brasília, os contratos futuros registraram perdas expressivas:
O julho/26 encerrou a US$ 6,58/bu, recuando 174 pontos.
O setembro/26 terminou negociado a US$ 6,71/bu, com baixa de 165 pontos.
Já o dezembro/26 fechou a US$ 6,91/bu, acumulando desvalorização de 165 pontos.
A pressão sobre o trigo veio principalmente do movimento de realização de lucros após as fortes altas registradas no início da semana e da fraqueza observada no mercado de exportação dos Estados Unidos. O cereal também acompanhou as perdas do milho, em um cenário de preocupação com a demanda internacional pelos grãos americanos.
Segundo análise da equipe da Agrinvest, o mercado reagiu negativamente às vendas semanais consideradas fracas para o trigo e à ausência de sinais concretos de retomada das compras chinesas de cereais norte-americanos.
Outro fator que pesou sobre as cotações foi a queda do dólar frente ao real. A moeda americana operou em baixa nesta quinta-feira, reduzindo parte da competitividade das exportações e influenciando a formação de preços no mercado brasileiro. O câmbio encerrou o dia próximo de R$ 4,98, em um ambiente de maior volatilidade financeira e fluxo estrangeiro ainda determinando os rumos do mercado.
Mesmo com a queda em Chicago, o mercado brasileiro segue atento às condições da nova safra de inverno. O plantio avança no Sul do país, mas ainda há preocupação com o clima nas principais regiões produtoras, especialmente no Paraná e no Rio Grande do Sul. A possibilidade de geadas antecipadas e excesso de umidade em algumas áreas continua sendo monitorada pelos agentes do setor.
Além disso, a oferta interna permanece relativamente ajustada, o que limita movimentos mais agressivos de queda no mercado físico brasileiro. Moinhos seguem ativos nas negociações, enquanto produtores avaliam oportunidades diante da volatilidade internacional e do comportamento do dólar.
No cenário global, operadores continuam acompanhando o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, Rússia e Europa, regiões estratégicas para a oferta mundial de trigo. A expectativa de melhora climática em parte das áreas produtoras americanas também ajudou a pressionar as cotações nesta sessão.
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