Trigo inicia sexta-feira em queda em Chicago e mercado segue atento ao clima e à oferta global
O mercado do trigo iniciou a sexta-feira (15) operando em baixa na Bolsa de Chicago. Os contratos futuros recuavam nos primeiros negócios da manhã, pressionados por realização de lucros após as fortes altas registradas nos últimos pregões e pela pressão vinda do complexo de grãos.
Por volta das 10h, horário de Brasília, o contrato julho/26 era negociado a US$ 6,48 por bushel, com baixa de 96 pontos. O setembro/26 trabalhava a US$ 6,61/bu, com recuo de 102 pontos. Já o dezembro/26 era cotado a US$ 6,81/bu, em queda de 96 pontos.
Apesar da pressão desta manhã, o mercado segue sustentado pelas preocupações climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos. Dados recentes do USDA mostraram deterioração nas condições das lavouras de trigo de inverno norte-americanas, fator que vinha dando suporte às cotações nos últimos dias.
Outro ponto acompanhado pelos agentes é a oferta global. O mercado continua atento ao potencial produtivo de grandes exportadores e à competitividade do trigo do Mar Negro, além das dificuldades de produção em algumas áreas dos Estados Unidos.
No Brasil, os preços domésticos seguem firmes diante da oferta restrita e da cautela dos produtores nas negociações. O mercado brasileiro continua sustentado pela baixa disponibilidade de trigo de qualidade e pelas dificuldades envolvendo parte do produto importado da Argentina. Além disso, produtores acompanham com atenção os custos de produção e o avanço da semeadura no Sul do país.
A volatilidade externa também mantém o produtor atento ao câmbio e aos movimentos das bolsas internacionais, fatores que seguem influenciando diretamente a formação dos preços internos do cereal.