Trigo recua no início da manhã com pressão externa e atenção ao trigo argentino
Os contratos futuros do trigo operavam em leve baixa na Bolsa de Chicago no início da manhã desta segunda-feira (25), em um mercado atento às condições de competitividade do trigo argentino e ao ritmo das negociações globais.
Por volta das 9h30, pelo horário de Brasília, o contrato julho/26 era cotado a US$ 6,46 por bushel, com baixa de 12 pontos. O setembro/26 valia US$ 6,59 por bushel, recuo de 16 pontos. Já o dezembro/26 era negociado a US$ 6,79 por bushel, também com queda de 16 pontos.
O mercado acompanha os desdobramentos da política agrícola da Argentina, principal fornecedora de trigo ao Brasil. Segundo análise da Safras & Mercado, a redução das “retenciones”, os impostos sobre exportações no país vizinho, melhora as margens do produtor argentino, mas não altera significativamente a competitividade internacional do cereal argentino neste momento.
Ainda de acordo com a consultoria, os custos logísticos, cambiais e produtivos seguem limitando ganhos mais expressivos para o trigo da Argentina no mercado externo. O tema é acompanhado de perto pelos compradores brasileiros, já que o Brasil depende fortemente das importações argentinas para abastecimento interno.
No mercado doméstico, os preços continuam sustentados pela oferta restrita e pela postura cautelosa dos vendedores. O cenário mantém atenção principalmente sobre a formação da nova safra brasileira e sobre as condições climáticas no Sul do país, onde os trabalhos de plantio seguem avançando.