Moagem de trigo no Brasil cresceu 0,6% em 2025, indica Abitrigo
SÃO PAULO, 26 Mai (Reuters) - A moagem de trigo no Brasil somou 13,275 milhões de toneladas em 2025, avanço de 0,6% em relação ao ano anterior, um ritmo de crescimento menor do que o visto em 2024, de acordo com o levantamento publicado nesta terça-feira pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo).
"O volume total de moagem apresentou um aumento de 76.254 toneladas. O desempenho sinaliza um ambiente de consumo estável, sustentado pela presença de uma indústria capaz de responder com regularidade às necessidades do varejo e da indústria de alimentos", disse o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, em nota.
Trata-se do maior volume de moagem anual registrado pela pesquisa da Abitrigo desde 2021, pelo menos.
O crescimento na moagem, contudo, foi menor do que o visto entre 2023 e 2024, quando a Abitrigo apontou aumento de 382,4 mil toneladas, ou 3%.
O resultado do levantamento para 2025 também indicou maior ocupação da capacidade instalada, com taxa média de utilização superior a 76%, reportou a Abitrigo, "evidenciando melhor aproveitamento dos parques industriais e avanço da eficiência produtiva".
O Paraná se manteve como o principal polo de moagem de trigo, com 3,9 milhões de toneladas, apesar de uma queda anual de 1%, seguido por Rio Grande do Sul (2 milhões de toneladas, +3%) e São Paulo (1,73 milhão de toneladas, -7,6%).
Os Estados do Norte e Nordeste, que importam a maior parte da demanda de trigo, verificaram aumento de 4,7% na moagem de trigo, para 3,5 milhões de toneladas.
O Brasil importou 6,88 milhões de toneladas de trigo em 2025, volume que respondeu por pouco mais da metade do total processado no país, conforme os dados de moagem divulgados pela Abitrigo.
A maior parte das importações veio da Argentina, com 5,4 milhões de toneladas, seguida por Uruguai (767,8 mil toneladas) e Paraguai (513 mil toneladas), entre outros, como EUA e Canadá, que responderam por volumes menores, segundo a Abitrigo.
(Por Roberto Samora; edição de Letícia Fucuchima)