Trigo cai forte em Chicago nesta 6ª feira e mercado brasileiro segue atento à oferta restrita
O mercado do trigo encerrou a sexta-feira (29) com forte queda na Bolsa de Chicago, ampliando as perdas registradas ao longo da semana. A pressão veio principalmente do avanço das perspectivas de safra no Hemisfério Norte, da melhora climática em regiões produtoras dos Estados Unidos e de liquidação técnica por parte dos fundos.
No fechamento, o contrato julho/26 era negociado a 610,4 cents por bushel, com baixa de 134 pontos. O setembro/26 fechou cotado a 623,4 cents por bushel, recuo de 134 pontos. Já o dezembro/26 encerrou a sessão a 643,0 cents por bushel, queda de 132 pontos.
O trigo permaneceu pressionado durante toda a sessão desta sexta-feira diante das melhores condições das lavouras norte-americanas e do avanço da colheita em algumas regiões produtoras. O mercado também acompanhou a competitividade do trigo russo no mercado internacional, fator que continua limitando movimentos mais consistentes de alta em Chicago.
Apesar da forte baixa externa, o cenário brasileiro segue relativamente sustentado. Conforme análise da Safras & Mercado, maio terminou com mercado firme no Brasil, mesmo diante da baixa liquidez nas negociações. A consultoria destaca que a disponibilidade reduzida de trigo de qualidade mantém os preços internos em patamares elevados, especialmente no Sul do país.
O mercado brasileiro também continua atento ao comportamento do trigo argentino, principal fornecedor externo do Brasil. Mesmo com medidas recentes do governo argentino para estimular exportações, agentes do setor avaliam que ainda há limitações competitivas e incertezas sobre a oferta disponível.
Outro ponto acompanhado pelos agentes do mercado é o ritmo da nova safra brasileira. No Paraná e no Rio Grande do Sul, produtores seguem monitorando as condições climáticas para o desenvolvimento inicial das lavouras, enquanto o mercado interno mantém atenção voltada aos custos de produção e à necessidade de reposição dos estoques dos moinhos.
De acordo com a Safras & Mercado, a comercialização no Brasil permanece lenta, com produtores retraídos nas vendas e compradores atuando de forma cautelosa diante da volatilidade internacional.