Trigo recua em Chicago nesta terça-feira (2); clima nos EUA pressiona cotações no início do dia
O mercado internacional do trigo iniciou esta terça-feira (2) em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT). Os principais contratos futuros registravam perdas, refletindo a melhora das condições climáticas nas áreas produtoras dos Estados Unidos.
O contrato julho/26 era negociado a US$ 6,03 por bushel, com baixa de 56 pontos. O setembro/26 operava a US$ 6,15 por bushel, com recuo de 56 pontos. Já o dezembro/26 era cotado a US$ 6,35 por bushel, com queda de 54 pontos.
Segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), as chuvas registradas recentemente em importantes áreas produtoras norte-americanas melhoraram as perspectivas para as lavouras e reduziram parte das preocupações com o desenvolvimento da safra, fator que pressiona os preços futuros nesta manhã.
Além da influência climática, o mercado segue atento à competitividade do trigo oriundo da região do Mar Negro, especialmente da Rússia, que continua exercendo forte concorrência no comércio internacional.
No Brasil, o cenário permanece distinto do observado em Chicago. Os preços internos seguem sustentados pela oferta limitada da safra passada e pela postura cautelosa dos produtores nas negociações. Levantamentos do Cepea indicam que a disponibilidade de trigo de qualidade continua restrita, enquanto compradores mantêm preferência pelo cereal nacional diante dos desafios de qualidade observados em parte do produto importado.
O mercado também acompanha o avanço da semeadura da nova safra no Sul do país. As condições climáticas e os custos de produção seguem entre os principais fatores observados pelos produtores neste início de ciclo.