Trigo inicia a semana com leves baixas em Chicago e mercado brasileiro segue atento à oferta restrita
Os contratos futuros do trigo começaram a sessão desta segunda-feira (8) com movimentação mista e viés levemente negativo na Bolsa de Chicago (CBOT). No início desta manhã, o contrato julho/26 era cotado a US$ 5,79/bushel, com recuo de 0,4 ponto. O setembro/26 registrava US$ 5,91/bushel, queda de 12 pontos, enquanto o dezembro/26 operava a US$ 6,09/bushel, baixa de 20 pontos.
O mercado internacional busca estabilidade após as perdas registradas na última semana, acompanhando o avanço da colheita de trigo de inverno nos Estados Unidos e a evolução das condições das lavouras no Hemisfério Norte. A expectativa de uma oferta global mais confortável continua limitando movimentos de recuperação mais expressivos nas cotações.
No Brasil, entretanto, o mercado doméstico continua sustentado pela baixa disponibilidade de trigo da safra velha, especialmente de lotes com qualidade superior, enquanto o ritmo de negociações permanece reduzido.
Segundo análise do Safras & Mercado, produtores seguem firmes nas pedidas, amparados pela restrição de oferta, enquanto os moinhos mantêm postura cautelosa diante das dificuldades para repassar preços da farinha ao consumidor. Esse descompasso continua limitando o fechamento de novos negócios e reduzindo a liquidez.
No Paraná, principal estado produtor do país, as indicações de compra dos moinhos têm girado entre R$ 1.370 e R$ 1.400 por tonelada CIF, enquanto vendedores trabalham com valores entre R$ 1.400 e R$ 1.450 por tonelada FOB. A disponibilidade restrita do cereal segue dando sustentação às cotações.
Além da oferta curta da safra velha, o mercado acompanha o desenvolvimento da nova temporada no Sul do Brasil. As condições climáticas durante o período de implantação das lavouras permanecem no radar dos agentes, em um momento em que qualquer risco à produção pode influenciar as expectativas para o abastecimento no segundo semestre.
Mesmo com Chicago operando próximo das mínimas recentes, o mercado brasileiro continua encontrando suporte nos fundamentos internos, principalmente na escassez de trigo de melhor qualidade e nos estoques reduzidos disponíveis para comercialização.