Trigo abre em leve alta em Chicago com mercado atento às exportações no Mar Negro

Publicado em 29/07/2026 10:51
Investidores seguem monitorando a logística de embarques da região, enquanto o cenário geopolítico continua dando suporte às cotações internacionais

Os contratos futuros do trigo iniciaram a quarta-feira (29) com leves ganhos na Bolsa de Chicago (CBOT), em um mercado que continua acompanhando as exportações pelo Mar Negro. As atenções permanecem voltadas para a logística da região e para os desdobramentos das tensões entre Rússia e Ucrânia, fatores que seguem trazendo volatilidade às negociações.

Na CBOT, o contrato setembro/26 era cotado a US$ 6,65/bushel, com alta de 3,0 pontos, avanço de 0,45%. O dezembro/26 valia US$ 6,82/bushel, com ganho de 3,0 pontos, valorização de 0,44%. Já o março/27 era negociado a US$ 6,97/bushel, com alta de 2,4 pontos, avanço de 0,35%.

Segundo análises de mercado, o fluxo de exportações pelos portos do Mar Negro continua sendo um dos principais direcionadores dos preços internacionais. Apesar da expectativa de uma safra robusta na Rússia, o mercado monitora possíveis impactos do conflito sobre a logística de embarques, o que pode afetar a disponibilidade de trigo no comércio global.

Com isso, o mercado inicia o dia em compasso de espera, acompanhando tanto o ritmo das exportações dos principais fornecedores mundiais quanto os desdobramentos geopolíticos, que seguem influenciando o comportamento das cotações em Chicago.

Por: Priscila Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Trigo/Cepea: Preços externos recuam, mas oferta restrita sustenta cotações no Brasil
Brasil deve importar até 10 milhões de toneladas de trigo em 2027
Com projeção de importação recorde, Congresso Internacional do Trigo debate o futuro do setor
Geadas tardias causam perdas de até 15% em algumas áreas de trigo na Argentina, diz bolsa
Estatal egípcia volta ao mercado e adquire 5 cargas de trigo, dizem operadores
Trigo de baixa qualidade enfrenta descontos, e moinhos brasileiros buscam reposição na Argentina