Trigo abre em alta de quase 3% em Chicago; mercado acompanha importações e demanda no Brasil

Publicado em 30/07/2026 10:03 e atualizado em 30/07/2026 10:46
Avanço das cotações no mercado externo ocorre enquanto o mercado brasileiro segue com negociações lentas e foco na chegada da nova safra

Os contratos futuros do trigo iniciaram os negócios desta quinta-feira (30) em forte alta na Bolsa de Chicago (CBOT), recuperando parte das perdas das últimas sessões. O mercado acompanha o fluxo do comércio internacional, enquanto no Brasil as negociações permanecem limitadas pela baixa demanda da indústria e pela expectativa em torno da nova safra.

Na CBOT, o contrato setembro/26 era cotado a US$ 6,80/bushel, com alta de 19,4 pontos, avanço de 2,95%. O dezembro/26 valia US$ 6,96/bushel, com ganho de 19,0 pontos, valorização de 2,81%. Já o março/27 era negociado a US$ 7,12/bushel, com alta de 19,2 pontos, avanço de 2,77%.

No mercado brasileiro, a comercialização continua lenta. A demanda permanece retraída, com moinhos abastecidos no curto prazo e compradores priorizando negociações para a entrada da nova safra. Do lado da oferta, produtores seguem cautelosos nas vendas, aguardando uma melhor definição do mercado e do potencial produtivo das lavouras.

Outro fator acompanhado pelos agentes é o fluxo das importações. Dados divulgados pela Abitrigo mostram que o line-up de importação segue avançando na temporada 2025/26, refletindo a necessidade de abastecimento da indústria moageira brasileira. O acompanhamento desses embarques ganha ainda mais importância diante da perspectiva de uma oferta doméstica mais restrita nesta safra, mantendo o mercado atento ao ritmo de chegada do cereal ao país.

Os investidores iniciam o dia monitorando tanto o comportamento das cotações internacionais quanto a dinâmica do mercado físico brasileiro, que segue marcado por baixa liquidez e expectativa em relação à evolução da safra e do abastecimento interno.

Por: Priscila Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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