USDA mantém produção de trigo estável nos EUA e Brasil, mas reduz estoques globais em fevereiro

Publicado em 10/02/2026 15:47 e atualizado em 10/02/2026 16:55

O novo relatório de oferta de demanda do usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), divulgado nesta terça-feira (10), trouxe poucos ajustes na produção dos principais players do mercado de trigo, mas reforçou um ponto de atenção para o mercado internacional: a redução dos estoques finais globais. 

Nos Estados Unidos, o USDA manteve inalteradas as estimativas de produção, exportações e estoques finais em relação a janeiro. A safra norte-americana segue projetada em 54,01 milhões de toneladas, com estoques finais estimados de 25,34 milhões de toneladas. O volume exportado também permaneceu estável, em 24,49 milhões de toneladas, indicando um cenário de equilíbrio entre oferta e demanda no país. 

No Brasil, o relatório não teve alteração em relação a janeiro. A produção segue estimada em 8 milhões de toneladas, com estoques de 3,14 milhões de toneladas. As exportações continuam projetadas em 2,5 milhões de toneladas. 

A produção segue estimada em 8 milhões de toneladas, com estoques finais de 3,14 milhões de toneladas. As exportações continuam projetadas em 2,5 milhões de toneladas, enquanto as importações permanecem elevadas, em 7,3 milhões de toneladas, reforçando a dependência do mercado externo para o abastecimento interno.

Entre os exportadores relevantes, a Argentina foi o país que apresentou mudanças mais expressivas. O USDA elevou a estimativa de produção de trigo argentino para 27,8 milhões de toneladas em fevereiro. Ao mesmo tempo, reduziu de forma significativa os estoques finais, que passaram de 6,01 milhões para 4,31 milhões de toneladas. As exportações também foram revisadas para cima, agora estimadas em 18 milhões de toneladas, sinalizando maior agressividade do país no mercado internacional.

Na Ucrânia, o relatório apontou manutenção da produção em 23 milhões de toneladas e das exportações em 14 milhões de toneladas. No entanto, os estoques finais foram reduzidos, passando para 1,63 milhões de toneladas, reforçando a restrição de oferta do país Europeu. 

A Rússia, maior exportadora global de trigo, teve seus números mantidos pelo USDA. A produção segue estimada em 89,5 milhões de toneladas, com estoques finais de 14,69 milhões de toneladas e exportações projetadas em 44 milhões de toneladas. 

Já na China, não houve alterações nas estimativas de produção, estoques, importações e consumo doméstico. A safra permanece projetada em 140,7 milhões de toneladas, com estoques finais elevados em 124,85 milhões de toneladas, e importações estimadas em 6 milhões de toneladas. 

No balanço global, o USDA reduziu a estimativa de produção mundial de trigo para 841,8 milhões de toneladas em fevereiro. Os estoques finais globais também recuaram e agora são projetados em 277,51 milhões de toneladas, abaixo do número indicado no relatório anterior. A revisão reforça a percepção de um mercado mais ajustado, especialmente diante da redução de estoques em países exportadores estratégicos.

Com isso, o relatório de fevereiro mantém o mercado atento ao comportamento da demanda internacional e às decisões de exportação dos grandes fornecedores, fatores que seguem influenciando a formação de preços no mercado global do trigo.

 

Por: Priscila Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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