Abílio Diniz quer que os produtores paguem mais impostos para segurar o câmbio

Publicado em 15/08/2016 08:18 e atualizado em 15/08/2016 18:55
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Abílio Diniz enloqueceu!? Ele quer que os produtores paguem mais impostos pra segurar o câmbio

No Estadão : ‘Estou esperançoso, o impeachment é um fato novo; o Brasil tem uma nova chance’, diz Abílio Diniz ao Estadão

Às vésperas da aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o empresário Abilio Diniz, ex-dono do Grupo Pão de Açúcar (GPA), e hoje terceiro maior acionista do Carrefour global, diz estar esperançoso com as mudanças que estão por vir. Abilio diz que foi próximo dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, mas que agora o País está diante de um “fato novo”.

Para o empresário, o Brasil tem de passar por uma ampla reforma – que inclui cortes nos gastos públicos, revisão tributária, política e da Previdência. E defende abertamente um assunto espinhoso: aumento dos impostos. “Se a atividade econômica cresce, aumenta a receita. Enquanto não cresce, tem de aumentar o imposto. E é aí que vão dizer: De jeito nenhum! Não podem aumentar imposto. Isso é contra o País, é hipocrisia”, diz o dono da Península, gestora de investimentos com cerca de R$ 10 bilhões em ativos, incluindo participações na gigante de alimentos BRF (dona da Sadia e Perdigão); Anima Educação e outros negócios. A volta da CPMF e o fim da guerra fiscal entre os Estados estão entre as bandeiras de Abilio. 

Veja a íntegra no site do Estadão

No site Notícias Agrícolas, o produtor rural Rodrigo Polo Pires, de Santa Catarina, comentou:

Abílio Diniz, o babador de ovo de Lula e Dilma diz que apoia aumento de impostos. Talvez se ele devolvesse os bilhões do BNDES que recebeu dos amigos petistas junto com outros beneficiários do bolsa-empresário, o país poderia evitar aumentar uma carga tributária que já é absurda.

 

Veja também: Ajuste fiscal não será pago pela agricultura, diz deputado. O Estado terá de diminuir. O Governo não pode aumentar as despesas, pois fez esse compromisso com a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), diz Jerônimo Goergen - Deputado Federal...

 

 

Leia ainda:

Na Folha: A ficha não caiu, por Valdo Cruz

Valdo Cruz é reporter especial da Folha. Cobre os bastidores do mundo da política e da economia em Brasília. 

BRASÍLIA - Desacreditada, sob suspeita, boa parte da classe política brasileira emite sinais de que, mesmo assim, está de costas para o país. A ficha parece que não caiu no Congresso, em especial na Câmara dos Deputados, para a situação de penúria das contas públicas.

Na semana passada, pressionados por corporações, deputados não tiveram coragem de aprovar medidas para facilitar o ajuste fiscal dos Estados e derrubaram o veto temporário a reajuste de servidores. Ficaram de bem com este eleitor em detrimento dos demais.

Foi um sinal negativo preocupante. Se já foi assim agora, como será quando forem analisar a reforma da Previdência? Sem falar que tem deputado querendo derrubar o teto dos gastos na proposta de renegociação da dívida dos Estados.

Encastelados em Brasília, nossos políticos são reféns, com muito bom gosto, de todo tipo de corporação. Uma minoria consegue gritar alto e manter seus privilégios. Enquanto isso, fora da capital, a maioria corre risco do desemprego e de ter sua empresa fechada.

Leia a coluna na íntegra no site da Folha de S. Paulo

Na Folha: Falácias sobre o ajuste fiscal 

Por Fernando de Aquino Fonseca Neto

Nestes tempos de aguda polarização política, o elevado valor alcançado pelo deficit público é irrefletidamente, ou maliciosamente, denunciado como culpa, unicamente, do governo afastado (falácia 1).

O ajuste fiscal é uma necessidade que se autoalimenta -quanto mais é alardeado, menos os agentes econômicos compram, menos é produzido, mais trabalhadores são demitidos, menos é arrecadado e mais o deficit aumenta.

Na realidade, antes de todo esse alarde por parte dos opositores ao governo eleito, o deficit mantinha-se em magnitudes controláveis, sem maiores transtornos.

Atualmente, quando medidas mais fortes se tornaram necessárias, insiste-se em outras falácias. Por exemplo: é mais justo e benéfico para a economia que o Estado "corte na própria carne", pois foi ele quem gastou o que não tinha, por isso não deve mandar a conta para a população (falácia 2).

O Estado nada mais é do que uma ficção jurídica. Não tem "carne para cortar", apenas transfere recursos, para realizar serviços e investimentos públicos ou para agentes econômicos. Assim, importa avaliar quem o ajuste fiscal irá afetar.

Leia a notícia na íntegra no site da Folha de S. Paulo

Por: João Batista Olivi
Fonte: Notícias Agrícolas

6 comentários

  • Luiz Augusto Pinto LIma São Paulo - SP

    Abilio Diniz está louco, aumento de imposto deve ser para banqueiros e empresários que enriqueceram as custas do BNDES e da ciranda financeira.

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    • WELLINGTON ALMEIDA RODRIGUESSUCUPIRA - TO

      Tem toda razão Luiz Augusto, ninguém aguenta pagar 240% no cheque especial e 400% no cartão de crédito, e poupança

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    • WELLINGTON ALMEIDA RODRIGUESSUCUPIRA - TO

      Poupança de 6% a a , tem que aumentar impostos para esses banqueiros, políticos, igrejas, enfim toda essa corja de malandros que não trabalham e ganham muito dinheiro, impostos neles , quem ganha mais paga mais nada mais justo...!!!

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    • PAULO ROBERTO RENSIBANDEIRANTES - PR

      Veja o que leva o sistema de privilégios. O Estado de Mato Grosso resolveu através de Renúncia Fiscal privilegiar cooperativas do estado. Não é que o empresário Erai Maggi, primo do ex-governador do estado e atual ministro da agricultura Blairo Maggi, beneficiou-se através da cooperativa Coomat e, que está sendo investigada por uma CPI instaurada pela Assembleia Legislativa do Estado. Erai Maggi é suspeito de utilizar a Cooamat para obter benefícios fiscais na comercialização e transporte de grãos. O fisco do Estado e da União podem ter deixado de arrecadar cerca de R$ 300 milhões. O tributo é a origem de todos os males, inclusive a corrupção!

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Sr. Rensi é desta maneira que os "barões" do Estado e do agronegócio acabam com a concorrência, para eles a tributação excessiva em cima dos outros é boa. Eles sempre acham um jeito de escapar e não pagar nada para ninguém.

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  • mathias vilhena de andrade jr Céu Azul - PR

    Grande João Batista, é só fazermos uma campanha para não comprarmos produtos da sadia, perdigao e pão de açúcar !!! Forte abraço !!

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  • Eduardo Lima Porto Porto Alegre - RS

    Aumento de Impostos é um Ato Criminoso na atual conjuntura.
    Falar de Câmbio Controlado é uma besteira tremenda, típico de quem não entende nada de Economia e que vive num País indeciso que não sabe o quer, que não tem um Plano e que reage ao sabor do vento.
    Do ponto de vista do Produtor, o Dólar é apenas um aspecto e está longe de ser o determinante principal do Lucro. Ouço muita gente falar que se o Dólar cair, o Mato Grosso irá quebrar e que por isso não se pode deixar a cotação da moeda baixar.
    Já ouvi inclusive uma dessas "Lideranças" dizer que o Banco Central deveria instituir duas cotações, uma para que os Produtores obtenham a melhor "Renda" possível e outra para que paguem o menor "Custo" com os Insumos, gerando uma banda subsidiada. Essa "heterodoxia" e generalizada é a razão de estarmos sempre correndo atrás do Rabo. Se o Câmbio cair, os custos deverão cair na mesma proporção (pelo menos é o que ocorre com quem sabe trabalhar corretamente) e o que importa, pelo menos em lugares mais inteligentes, é a diferença entre a Receita Bruta, os Custos e Despesas Operacionais (chamam isso de LUCRO).
    Na atual conjuntura, brigar para criar uma artificialidade sobre o Cambio que o mantenha em patamar elevado somente irá aumentar a Inflação e acelerará ainda mais desindustrialização do País.
    Temos de parar com a idéia de que a Agricultura deve ser a base de sustentação definitiva da Economia.
    Um País forte e com as dimensões do Brasil deve buscar o equilíbrio macro das variáveis que impactam todos os setores.
    Mais importante do que falar em Cambio nesse momento que é uma variável da qual existem mecanismos de "hedge", é pressionar o Governo para que corte profundamente na Carne os gastos públicos de forma que o Mercado aceite bancar o seu "Risco" a juros menores.
    A desindustrialização brasileira está diretamente associada ao "Custo de Oportunidade" do Dinheiro.
    O Governo é o maior concorrente das empresas pelo Capital disponível. Quanto maior a remuneração de um CDI, menor será a disposição dos Bancos e Investidores em geral de colocar o seu Capital a risco em atividades produtivas. Países inteligentes sabem muito bem disso e procuram agir sobre o Déficit Público para que os juros não penalizem a atividade econômica e não forcem a emissão de Moeda.
    Sou extremamente favorável que se tribute a entrada de Dólares para compra de Títulos do Governo de curto prazo porque esse fluxo beneficia unicamente a continuidade da Farra com o Dinheiro Público, gerando excesso de volatilidade para a atividade econômica real.
    Sou extremamente favorável que os Agricultores e Empresários liderem um movimento agressivo, buscando eliminar de uma vez por todas as distorções cristalizadas por décadas de cretinice, roubalheira e burrice.
    É possível reduzir a menos de 1/3 os gastos do Legislativo, pela metade os custos do Judiciário, eliminar bilhões por ano de aposentadorias que se formaram sem Lastro e atacar de frente as benesses de um pequeno Grupo que prejudica todo o resto. Privatizar todas as atividades que não estiverem relacionadas com Educação, Saúde e Segurança.
    É isso que resolve, o resto meus Amigos é conversa pra Boi Dormir. Não existe Cura sem Dor e nem Guerra sem derramamento de Sangue. Estamos vivendo há tempos num período sombrio de negativa coletiva da realidade.

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    • LUIZ ALFREDO VIGANÓMARMELEIRO - PR

      Caro Eduardo, uma análise sucinta da realidade econômica e ao mesmo tempo nos dando um Norte que nosso governantes ao menos deviam de ter vontade de seguir... Abraços!

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    • PAULO ROBERTO RENSIBANDEIRANTES - PR

      A tributação retira renda das pessoas e empresas.

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    • LUIZ AUGUSTO PINTO LIMASÃO PAULO - SP

      Paulo Rensi,concordo plenamente com seu comentario,sou vizinho e estamos em constante luta,para podermos sobreviver.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    João Batista, este vídeo é mais um, entre tantos outros, digno dos maiores elogios. Nunca se ouve jornalistas falarem com tanta clareza, e por que não dizer em nossa grande midia agricola em nosso Noticias Agricolas. Endosso todas as suas palavras e faço coro no chamamento aos produtores rurais, que deixem de mimimi e juntos com força avassaladora exigiremos o que é nosso por direito, para honra e glória daquele que nos vê lá do alto dos céus. Não preparem o lombo, preparem o espírito para corcovear e jogar por terra os que querem nos montar.

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  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    LEI DEMAIS... JUSTIÇA DE MENOS !!!
    Quando o senso comum, o pensamento que leva a maioria da população a agir, condiciona os hábitos dos indivíduos e, para que se comportem dessa maneira não precisa de leis.
    No Brasil há uma cultura que para condicionar a população a determinados comportamentos é necessário uma "lei que mexa no bolso". Veja aonde chegamos, hoje existe mais de QUATRO MILHÕES DE NORMAS atuando sobre a população, com o intuito de direcionar o comportamento. Acho que conseguiu uma coisa: TRANSFORMOU TODOS FORA DA LEI !!! Porque não é humanamente possível ter conhecimento a mais de QUATRO MILHÕES DE REGRAS !!
    Um caso interessante que nos leva a pensar sobre o assunto é a narrativa do "CAIXA DOIS" ou "RECURSO NÃO CONTABILIZADO".
    PORQUE EXISTE ISSO NO BRASIL ???

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    • LUIZ DE SANTANA JUNIORARACAJU - SE

      Bote Lei nisso. Até lei para proteção da mulher, proteção do idoso, proteção do menor, quando não há nenhuma necessidade, basta que se apliquem as leis que existem. Mas o cerne desse comportamento como bem relata Paulo Rensi é nos transformar em FORAS DAS LEIS!!!. Agora fato mais paradoxal é esse moço solicitar aumento de impostos como solução para a atual crise econômica.

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  • Luiz Alfredo Viganó Marmeleiro - PR

    Há 1 ano atrás esse senhor disse : "Está na hora dos políticos se entenderem. Tem que jogar em uma sala todos os maiores políticos desse país, Lula, Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso, trancá-la e não deixar que eles saiam de lá sem um acordo". E tem mais: " Abilio avaliou que o momento de instabilidade no Brasil é fruto de uma crise política e defendeu que uma "união dos brasileiros" seria a saída."..., são todas matérias do site da revista Exame. Esse senhor foi um dos que mais se deu bem nos anos lulopetistas, diversificando seus investimentos desde panificadora até a BRF, sempre com a mão mui amiga do BNDES (inclusive ele foi citado na finada CPI do BNDES mas nunca foi convocado). Nunca se leu uma nota de crítica ao governo petista, sempre contemporizando. E por quê? Porque nunca esses megaempresários ganharam tanto dinheiro como nos últimos 12 anos, pois sabem muito bem usar ao seu favor o capitalismo made in tupiniquim, ou seja patrimonialista, corporativista e ancorado num estado que sempre beneficiou a grande elite empresarial do país.

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    • VILSON AMBROZICHAPADINHA - MA

      Quanto a taxar exportações de agros é só verificar a data da lei kandir

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    • VILSON AMBROZICHAPADINHA - MA

      Contin...o crescimento da agricultura ,principalmente no centro oeste só se deu após a promulgação da lei kandir. Nos custos atuais taxar exportações será fatal para o agronegócio do centro oeste principalmente ,.

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Muito bem Sr. Viganó, concordo plenamente, esses aí são os que ajudaram o PT a enterrar o Brasil, enriquecendo em cima de 12 milhões de desempregados que estão na miséria, e agora ficam fazendo pose, tentando enganar todo mundo dizendo que tem a solução para a crise que eles mesmos fabricaram.

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    • GEOVANI SALVETTIUBIRATÃ - PR

      Tem gente grande que pode pagar mais impostos mesmo,só vai

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    • GEOVANI SALVETTIUBIRATÃ - PR

      Tem gente grande que pode pagar mais impostos mesmo,só vai devolver um pouco que roubou junto no governo...

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    • WELLINGTON ALMEIDA RODRIGUESSUCUPIRA - TO

      Pra começo de conversa, tá errado o jeito de cobrança de impostos nesse país, os pobres que somos nós pagamos a maior parte? Porque? Somos simplesmente imbecis, balzinhos, aceitamos de tudo que nos convém, aceitamos caladinhos, sabe porque? A maioria dessa população idiota brasileira, que é a maioria vive em centros urbanos, venderam seus votos, por cimento, telha, gasolina, enxames, botijão de gás, energia, cesta básica..., enfim, cobrar de quem, onde mais de 50 milhões recebem o bolsa merda família, votos de cabresto, quem deveria pagar mais impostos são os ricos , os banqueiros, as igrejas, os políticos de mamando e caducando, tem que ter redução do estado, urgente, cortar profundamente na carne, dos políticos, setor públicos, setores da justiça, verbas de gabinetes, despesas de carros , viagens de avião, aluguel, seguranças de políticos, despesa com médicos, dentistas, energia, serão bilhões de reais de economia por ano, precisamos simplesmente disto, CORAGEM, SER HOMEM DE VERDADE, TER PULSO DE AÇO, mas como tá até a cabeça nesse mar de lamas, vocês vão ver a hora que acabar essa novela mexicana do impeachment da merda da Dilma, vão sentir no bolso o aumento estratosféricos de impostos, pela essa equipe de merda do frankstemer, espera para vocês verem, depois me falam, vai ser uma tragédia total...!!!

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