Retirada do projeto de lei que previa perdão do passivo do Funrural foi para evitar novos privilégios ao JBS

Publicado em 31/05/2017 17:10
Senador Caiado também contesta eficiência da Medida Provisória que pode ser editada pelo governo com novas regras para pagamento do passivo e alteração das taxas cobradas.
Ronaldo Caiado - Senador DEM - GO

O Senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), disse que o projeto de lei de sua autoria sobre remissão das dívidas do Funrural, que estava em pauta no Senado, foi retirado porque a JBS seria uma das maiores beneficiadas.

Ele destaca que a empresa provocou crimes que "denegriram a imagem do país", cartelizou o setor, monopolizou a pecuária no Brasil e utilizou dinheiro no BNDES para isso.

Contanto, ele está em busca de um novo texto que ele julgue mais correto em meio a tal situação.

A Medida Provisória (MP) do Funrural a ser divulgada pelo executivo, para ele, não possui um texto final, já que há uma constante omissão sobre o assunto. Assim, ele disse que não tem que "aguardar uma medida do executivo", já que a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) sempre teve a característica de "andar na frente".

Pressão do STF, para ele, se cumpre. Agora, medidas devem ser tomadas para que a situação seja mais favorável ao produtor rural. Para Caiado, os produtores deveriam ser anistiados em relação ao passivo.

A partir de agora, a Receita poderia cobrar o produtor a respeito do passivo. Entretanto, ele acredita que "o Governo não vai querer comprar briga com a FPA".

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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