Crédito Agrícola: Cobertor do subsídio está curto, hora de perguntar novamente

Publicado em 15/03/2019 14:58 e atualizado em 18/03/2019 11:19
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Entrevista com João Batista Olivi - Jornalista sobre o tema "Governo estuda subsidiar operações de hedge na bolsa"
João Batista Olivi - Jornalista

 

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Entrevista com João Batista Olivi - Jornalista sobre o Governo estuda subsidiar operações de hedge na bolsa

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Nesta sexta-feira (15), os jornalistas João Batista Olivi e Aleksander Horta debateram a questão do fim do crédito agrícola subsidiado, uma tendência que vem sendo observada a partir das estratégias atuais do Governo.

O Valor Econômico divulgou, portanto, uma das propostas que estão surgindo para romper com esse modelo, que é o subsídio das operações de hedge.

As operações de hedge vem sendo discutidas pelo Notícias Agrícolas nos últimos anos e são vistas como uma questão fundamental para proteger a venda dos produtos agrícolas ao mesmo tempo em que torna o subsídio pouco necessário.

Confira o debate completo no vídeo acima.

Corte nas despesas do Orçamento da União deve ser anunciada na próxima sexta-feira (ESTADÃO)

Corte orçamentário escancara a realidade, escreve a jornalista  ADRIANA FERNANDEZ, em O Estado de S. Paulo

O início da tramitação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, na próxima semana, coincidirá com a definição, pela equipe econômica, do corte nas despesas do Orçamento – o primeiro do governo do presidente Jair Bolsonaro.

A coincidência mostra que os problemas da economia real continuam na mesa e não podem esperar pelas mudanças nas regras da aposentadoria, cuja votação deve ir muito além do primeiro semestre deste ano.

A necessidade de um corte “considerável” nas despesas do Orçamento da União deve ser anunciada na próxima sexta-feira e refletir os efeitos da falta de solução para dois problemas que o governo Bolsonaro prometeu acelerar: a recuperação do crescimento e as privatizações.

Apesar da confiança dos agentes de mercado na política do ministro da Economia, Paulo Guedes, o crescimento continua em marcha lenta. 

O impacto nas contas do governo é imediato: a arrecadação de impostos está vindo abaixo do que foi projetada, o que exige compensações no lado das despesas, justamente onde não há muito espaço. Só se veem pressões para expandir os gastos vindo dos novos ministros que querem – com razão – mostrar serviço, entre eles Sérgio Moro, e também de parlamentares aliados que cobram a liberação de emendas para apoiar a reforma da Previdência.

Numa segunda frente, o problema de falta de receitas no Orçamento está concentrado em uma das principais bandeiras de Guedes: privatizações. É verdade que esse plano ficou em segundo plano para não atrapalhar a reforma da Previdência. Mas a política de venda de ativos do ministro, recebida com euforia pelos investidores, acabou esbarrando em interesses diversos, inclusive em resistências do próprio presidente e dos militares que o assessoram.

Como resultado dessas contradições internas, o processo de privatização da Eletrobrás, que teve início no governo Temer, ficará, no melhor dos cenários, para o início de 2020, como já previu o próprio presidente da empresa, Wilson Ferreira Junior.

O megaleilão de barris excedentes da área da cessão onerosa do pré-sal, promessa para alavancar as receitas neste ano, também pode não acontecer em 2019. A licitação está marcada para outubro, mas há um longo e complexo caminho até lá.

As maiores perdas apontadas na primeira revisão do Orçamento vêm, portanto, da perda da previsão de receitas com o adiamento da privatização da Eletrobrás, e da queda da frustração da arrecadação de tributos, como a contribuição previdenciária.

A solução é correr com as concessões para aumentar receitas. O bem-sucedido leilão de aeroportos foi um bom sinal, mas isso não resolve o problema do corte orçamentário.

Com o risco de o corte ser maior do que esperava, o ministro Guedes saiu a campo, durante palestra no Rio de Janeiro, para reforçar o empenho em torno das privatizações e do leilão da cessão onerosa.

Não foi à toa. De alguma forma, ele já viu que precisa preparar o terreno para o anúncio do corte, mesmo que consiga, até lá, reduzir o seu tamanho, calculado hoje em pouco mais de R$ 10 bilhões.

Com a promessa de zerar o déficit em 2019, o que já sabe que não será possível, o ministro não pode deixar o bom humor com o futuro do Brasil ir embora no rastro do processo de desaceleração que bateu à porta da economia mundial.

A reforma da Previdência é prioridade, e o cenário indica que ela será aprovada, ainda que com alguma desidratação. A equipe econômica tem de tocar sua agenda independentemente dela. É preciso que o governo faça uma ponte com os problemas mais urgentes que travam a economia real e que não estão necessariamente conectados à reforma.

O corte indigesto do Orçamento mostra aos novos comandantes do governo que não é nada trivial a solução para o déficit público, como também não será fácil manter o discurso de que a reforma alcança a todos da mesma forma. O impasse em torno da inclusão de aumento salarial e de uma transição mais suave para os militares no projeto de reforma das Forças Armadas está aí para mostrar.

(por  ADRIANA FERNANDEZ, em O Estado de S. Paulo).

Com receita menor, governo deve bloquear mais de R$ 10 bi do Orçamento

Queda na arrecadação em janeiro e impossibilidade de contar com os recursos da privatização da Eletrobrás este ano acenderam sinal de alerta em relação ao cumprimento da meta fiscal, que prevê a possibilidade de um rombo de até R$ 139 bi (Renata Agostini, O Estado de S.Paulo)

BRASÍLIA - A equipe econômica se prepara para anunciar na próxima semana um bloqueio de recursos no orçamento que afetará diversas áreas do governo. A cifra final a ser apresentada ainda está em avaliação, mas a tendência é que o contingenciamento fique acima de R$ 10 bilhões, segundo duas fontes a par das conversas.

Os principais integrantes do Ministério da Economia já foram avisados de que o bloqueio será expressivo. O assunto está sendo tratado com o Palácio do Planalto, e a decisão final será tomada na semana que vem.

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Orçamento aprovado prevê despesas totais de R$ 3,38 trilhões. Foto: Estadão

O bloqueio virá num ambiente já de forte contenção de gastos. O Orçamento aprovado prevê despesas totais de R$ 3,38 trilhões, mas somente R$ 155,8 bilhões restaram reservados para os investimentos públicos. Considerando que, dentro desse montante há quase R$ 120 bilhões correspondentes a estatais, o restante da administração pública ficou com somente R$ 36,2 bilhões para investimentos, o valor mais baixo definido em Orçamento desde 2004.

O contingenciamento de recursos é um expediente usado por governos para garantir o cumprimento da meta fiscal. Quando se identifica risco de estouro dessa meta, parte dos gastos previstos é congelada. O Orçamento aprovado para este ano prevê a possibilidade de um rombo de até R$ 139 bilhões.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu, durante a campanha de Jair Bolsonaro à presidência, que zeraria esse déficit em 2019, e ainda não recuou publicamente desse compromisso. Para alcançar a meta, ele conta com receitas extraordinárias, como a arrecadação do megaleilão do pré-sal, além de concessões federais.

Cientes da dificuldade de entregar até mesmo o buraco previsto no orçamento diante do ritmo lento da economia, integrantes da equipe econômica já antecipavam nos bastidores que seria necessário anunciar algum contingenciamento logo no início do ano.

Extra

Contra o governo, há uma frustração do lado das receitas. O recuo de 0,66% registrado na arrecadação em janeiro, seguindo tendência dos últimos meses de 2018, reforçou para a equipe econômica que o desafio na área fiscal será grande. Além disso, o governo não poderá contar com a receita da privatização da Eletrobrás. O processo renderia, no final, R$ 12,2 bilhões à União mas, como a privatização ficou para 2020, esses recursos serão cortados.

A favor do governo, há a perspectiva de receitas extraordinárias, como o bem-sucedido leilão de aeroportos realizado na sexta-feira, 15, no qual o governo arrecadou quase R$ 2,4 bilhões, valor bem acima do mínimo fixado. Não havia no orçamento uma previsão de receitas com concessão de aeroportos, o que dá à equipe econômica uma folga e pode fazer com que o contingenciamento não fique tão acima de R$ 10 bilhões. Marcado para outubro, o megaleilão de petróleo do pré-sal – que ainda depende de acordo entre o governo e a Petrobrás – também não está no Orçamento.

Após ajustes, campanha Lula Livre é relançada e prepara pressão ao STF (na FOLHA)

A campanha “Lula Livre”, pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), começou uma nova fase neste sábado (16). No sindicato dos metroviários, em São Paulo, o “Encontro Nacional Lula Livre” relançou a campanha e reuniu, segundo a organização, cerca de 1.500 participantes. 

Até então, o Comitê Nacional Lula Livre reunia líderes de partidos e de movimentos de esquerda numa grande assembleia, mas sem capacidade organizativa e com ações pontuais. A ideia é que o relançamento torne a campanha mais ampla e plural.

Segundo o petista Fernando Haddad, derrotado por Jair Bolsonaro (PSL) nas últimas eleições, o comitê está repensando a estratégia de comunicação “uma vez que nós estamos muito seguros que a Lava Jato não conseguiu demonstrar no que o presidente Lula contrariou o interesse do país”.

 

“Nós queremos lembrar a sociedade brasileira de que uma injustiça foi cometida e que nós vamos continuar na luta por justiça”, disse no evento.

Guilherme Boulos (PSOL), que também esteve no evento com Haddad e Manuela Dávila (PCdoB), disse que atos nas ruas e um “trabalho de diálogo e de convencimento da população” são importantes para fortalecer o movimento.

“Nesse momento onde as contradições da Lava Jato começam a vir à tona de outras maneiras, é importante reforçar que o Lula é um preso político e de fazer a luta pela sua libertação”, disse o candidato do PSOL à Presidência na última disputa. 

Enquanto as mesas discutiram as novas diretrizes do movimento e abriam o microfone para recolher ideias dos participantes para a campanha, na frente do sindicato dos metroviários, cartazes, broches e camisetas com o slogan da campanha eram vendidos.

Em contraste com os materiais da campanha que levam um tom mais sóbrio, a nova arte da campanha, exibida nas paredes do ginásio, apresenta tons coloridos.

Os participantes sugeriram ações capilarizadas e citaram a vigília que tem sido feita em Curitiba desde que o ex-presidente foi preso como parte importante do movimento—a carta enviada neste sábado (16) por Lula ao comitê também agradece aos militantes que se reúnem diariamente na frente da sede da PF.

A primeira iniciativa após a reunião será a Jornada Lula Livre, de 7 a 10 de abril. Para marcar um ano da prisão do petista e também o julgamento de ações no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre prisão em segunda instância, a campanha prevê atos, seminários e shows pelo país.

Como mostrou reportagem da Folha, o relançamento da campanha ocorre na esteira da frustração com a não participação de Lula nas eleições e com a derrota do PT nas urnas, o que, considerando a visão da esquerda de que o petista é um preso político, poderia ter sido suficiente para sua soltura.

Ao contrário, as eleições consolidaram no poder a direita antipetista representada por Jair Bolsonaro, que tem como ministro o algoz de Lula, o ex-juiz Sergio Moro.

A partir da reunião deste sábado (16), a ideia é criar comitês pelo país para espalhar a narrativa de que democracia e direitos estão em risco e, assim, criar um novo ambiente político que pressione pela revisão da prisão pelo Judiciário.

PRISÃO DE LULA

Lula está preso em Curitiba desde 7 de abril de 2018 após condenação em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, no caso do tríplex de Guarujá (SP), da Operação Lava Jato.

Em fevereiro, Lula foi condenado novamente a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em outra ação, a do sítio em Atibaia (SP). Caso a soma das duas penas de Lula seja mantida em 25 anos, ele, que tem 73 anos, poderia ir para o semiaberto após, no mínimo, quatro anos de prisão. 

O petista recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Também tem dois habeas corpus pendentes no STF, mas não há prazo para esses três julgamentos. Em 10 de abril, serão julgadas as ações que discutem a prisão em segunda instância e podem beneficiá-lo. 

Após as eleições, foram criados uma comissão executiva de 29 membros e um secretariado de sete pessoas para colocar de pé as iniciativas. No grupo, que se reúne ao menos mensalmente, estão integrantes do MST, MTST, CUT, UNE, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, além de dirigentes do PT, PSOL, PC do B e PCO.

A campanha 'Lula Livre', pela liberdade do ex-presidente, começou uma nova fase neste sábado (16), em evento no sindicato dos metroviários, em São Paulo

 

 

 

Por: João Batista Olivi e Aleksander Horta
Fonte: Notícias Agrícolas

3 comentários

  • Tiago Gomes Goiânia - GO

    Ótimas palavras João Batista. Ótima provocação aos produtores rurais. Provocações como essas são importantes para sairmos da zona de conforto. Evidentemente essa transição não poderá ser feita a toque de caixa, mas a ideia de subsidiar o hedge foi bacana, é importante o governo viabilizar isso. Não dar para para termos custeio de safra e investimentos sem muito critério onde alguns conseguem dinheiro barato enquanto suas aplicações financeiras ficam mais graduadas (com ganhos para o sistema bancário também) e outros se afundam em dívidas ao pegar crédito sem critério e desprotegido. Evidentemente o setor que minha família trabalha, o de leite, essas opções de negociação a futuro são restritas pela baixa liquidez do mercado de laticínios, contudo sei que já houve algumas experiências de alguns laticínios de travamento de preço de leite a futuro, se não me engano a DANONE em Poços de Caldas, ainda restrito a grandes produtores. O que estamos tentando trabalhar é nos custos antecipando compra de ração junto a cooperativa, com entrega a futuro, de modo a evitar picos de preço na época de alta demanda. Enfim, desde a época das eleições eu fazia algumas provocações aqui em relação ao subsídio e com o atual governo haveria mudanças que a princípio poderiam desagradar o setor que terá de quebrar paradigmas para ter o melhor entendimento dessa questão e obviamente tem de ficar atento e ter vozx nessa mudança para que de fato ela seja interessante e seja da maneira correta.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    João Batista Olivi, nada pode ser mais claro que essa tentativa do PT voltar ao poder através de um golpe juridico perpetrado pelo STF corrupto e ilegitimo. Dias Toffoli quer poder para me processar por dizer isso. Aqueles que defendem com argumentos falaciosos a decisão do STF, defendem na verdade a volta de Lula ao poder para que a farra da corrupção continue. Na questão dos subsidios, é inegável que grande parte dos maiores produtores rurais brasileiros, assim como os indústriais ligados à agropecuária construiram seus patrimonios através de financiamentos públicos e subsidios, e esses dois fatores são os responsáveis pela criação de monopólios e oligopólios. Os mesmos oligopólios e monopólios que usam de artimanhas juridicas para evitar a todo custo a competição em igualdade de condições. Que reclamem à vontade, nós pagamos pelo enriquecimento de voces, agora virem-se, como nós fizemos durante todo esse tempo, embaixo da opressão praticada por voces.

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    • EDMILSON JOSE ZABOTTPALOTINA - PR

      Correto Rodrigo , e pior dos que tentam justificar esta atitude do STF , é ter que ouvir este boca nome do Presidente do Congresso Rodrigo Maia , em afirmar que o STF , está correto em mudar o curso e a instituição julgadora dos Ladrões da República Brasil . Esta defendendo seus colegas que estão todos comprometidos e os grandes grupos financiadores destes Políticos da velha Guarda que se encontram nos porões de Brasilia . É preciso reagir contra esta Corja . É preciso voltar às ruas em peso como foi feito contra Dilma , como foi lutado pelo código Florestal . Acho que se a força do Agro ir para Brasília fechar o Congresso , Senado e STF , o exército dará apoio . A CNA , deveria conclamar a categoria .

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    • PAULO ROBERTO RENSIBANDEIRANTES - PR

      Sr Edmilson, ... "MENAS !... MENAS !"... A CNA promoveu o "Abraço do Congresso" quando levou milhares de produtores rurais a Brasília, para "lutar" por normas condizentes do "Novo Código Florestal". Mas, as mudanças que foram feitas, são de fato condizentes com a lógica da sustentabilidade do Meio Ambiente? ... ... Na época o deputado federal Moacir Micheletto proferiu um palestra mostrando os pontos inegociáveis do Novo Código em Bandeirantes. Ele era um dos maiores defensores do Novo Código mas, com as normas que ele defendia. Após a palestra, veio as perguntas. Perguntei se a Câmara ia votar aquela proposta ou, haveriam mudanças? Havendo mudanças, se porventura fossem contrárias aos produtores, como ficaria? Seria aprovado?. Ele era um grande debatedor e, sua resposta foi que isso não iria acontecer e, teceu vários comentários. ... ... ... Esse velho matuto, achou por bem silenciar mas, ele não me convenceu. ... Mas, era um grande homem público, digno de nosso respeito.

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    • EDMILSON JOSE ZABOTTPALOTINA - PR

      Paulo , o que eu disse , Rodrigo Maia em defesa aos seus pares . Quanto ao Finado põe Menos , nem todo seu discurso Político e Jurídico , tinha como prioridade o Agro . Mesmo sendo um dos poucos em defesa dos Produtores. Por isso o Papel dos produtores nesta pressão que iniciou neste final de Semana .

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  • Cassio Elyssa Carvalho Alfenas - MG

    João Batista, sou produtor e hoje uso muito o crédito rural ... Ao meu ver a retirada dos subsídios não é o principal problema, o problema é a retirada abrupta... Por que não retirar em 5 anos ???... diminuir o valor gasto pelo governo com subsídios em 20 % ao ano ... Teríamos algo gradativo .... Responsabilidade sim é fazer algo gradativo, sem quebrar ninguém.

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Prezado João Batista Olivi, eu concordo com você, menos na parte do jogo de soma zero. Explico, se voce, por exemplo, comprar contratos de soja e revender um tempo depois para mim, com lucro, isso não significa necessariamente que eu que comprei, vá ter prejuizo. A soja pode subir ainda mais e eu ganhar, então não é um jogo de soma zero. Pode cair também, mas é do jogo, é da vida. 60% das empresas que abrem no Brasil quebram depois de dois anos. A bolsa de valores é um comércio como qualquer outro. No mercado fisico, as pessoas que conseguem enriquecer são poucas, em toda a economia é assim. Mas voltando, quem vai reclamar são as velhas oligarquias, que decidem tudo, inclusive o que os outros podem e não podem fazer até mesmo dentro de suas próprias propriedades. A razão é essa, por que subsidiar produtores que tem bilhões em patrimonio com o dinheiro da pobreza? E são essas mesmas oligarquias defensoras de subsidios que impedem o crescimento e desenvolvimento dos pequenos, apoiando regulamentações e restrições de toda monta, que somente os muito ricos tem condições de cumprir. Então tem que acabar com o subsidio mesmo, e cobrar do governo uma reforma tributária. Eu não quero saber se a usina São Martinho vai conseguir exportar alcool ou não, não é problema meu... eu quero saber que, se assim eu desejar, vou poder produzir e comercializar meu próprio alcool, em pequena escala, sem governos oligarcas me enchendo o saco.

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Outro exemplo que me ocorreu agora, João, um produtor de bezerros que vende para outro produtor fazer a terminação, o lucro de um não implica em prejuizo ao outro, pelo contrário..., há aí uma criação de riqueza. Os dois podem e devem lucrar..., essa é a beleza do livre comércio, a geração de riqueza. Ao contrário da politicas distributivistas dos socialistas que são geradoras de pobreza.

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      E isso pode ser aplicado a tudo, o sujeito que inventa uma máquina nova e vende ao produtor com um bom lucro não obtem esse lucro em cima do prejuizo do comprador, esse último usará a máquina para gerar mais riqueza e também terá lucro. O problema do país é o governo ser sócio majoritário na geração de riqueza proporcionada pelo trabalho feito em conjunto por produtores, que, em última análise, é o ente abstrato chamado mercado. Livre, o mercado deve ser livre de interferencias e imposições de qualquer tipo de governo.

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    • CASSIO ELYSSA CARVALHOALFENAS - MG

      Acho que na citação acima esquecemos o seguinte item: quantos empregos a são Martinho dá ? Quantas industrias e pessoas vivem do movimento dela? mecânicos, Agrônomos, Tratoristas, Operadores de máquina, Escritório, caminhoneiros, .... etc .... ela tem um custo de no minimo 70% do valor de sua comercialização que fica na região no entorno ... concordo com o fim do Subsidio.... mas com responsabilidade.... não estamos vendo essa responsabilidade no sr Paulo Guedes....

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    • CASSIO ELYSSA CARVALHOALFENAS - MG

      Fomos sim ...`` viciados nesse subsidio ´´ e agora ... Quem nos viciou corta 100% de um estante para o outro....? O site Noticias agrícolas ao meu ver deveria refletir um pouco mais sobre este assunto...

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Sr. Cássio, nós podemos utilizar esse argumento da geração de empregos para qualquer empresa, a Kroton educacional por exemplo. Ganhou bilhões de reais com a ajuda do governo. Quantos empregos a Kroton dá? Professores, faxineiros, pedreiros, administradores, etc... Podemos utilizar para a JBS, quantos empregos a JBS dá? E assim por diante, e adiantou o que? O povo brasileiro empobreceu e temos mais de 12 milhões de desempregados, mais alguns milhares frustrados por não poder sair da máquina de moer carne humana montada por governos socialistas, quebrando menos de dois anos após montarem suas pequenas empresas. O João Batista explicou muito bem, chega de oligarquias, ou é prá todo mundo ou não é para ninguém.

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Também Sr. Cássio, lembrei de um ditado muito utilizado por um amigo, o governo te quebra as pernas, te dá uma muleta e depois diz... viu, sem mim voce não poderia andar. A oligarquia politica e economica do país faz isso desde que me conheço por gente. Vem com o discurso... o governo precisa ajudar, por que dando esse dinheiro prá mim, eu vou gerar empregos, eu vou industrializar o pais, etc... e tal. Arrebentam com a economia do Brasil, produzem milhões de miseráveis e depois tem a cara de pau de vir dizer, se não fossemos nós voces morreriam de fome. Sem falar dos que são "engolidos" por esses sócios do governo que fazem de tudo para inviabilizar toda e qualquer concorrencia, através do governo utilizando leis e regulamentações.

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    • CARLOS WILLIAM NASCIMENTOCAMPO MOURÃO - PR

      Esse subsídio que foi direcionado ao setor agrícola tem como objetivo colocar a água pra baixo do nosso nariz. Sem subsídio, já teríamos nos afogado... Agricultura não é um negócio rentável. Alguém já viu uma granja do Bradesco? O agricultor estando vivo e movido à esperança, continua produzindo comida barata pro povão, que, de barriga cheia e com o Big Brother, fica mansinho. Deixo uma pergunta: se não houvesse um subsídio na tarifa de energia elétrica, quem iria se aventurar a construir um aviário? Qual seria o preço do frango ao consumidor para que se tornasse viável criar frangos? O subsídio não fica no bolso do agricultor. Vai direto para a mesa do consumidor.

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Sr. Carlos, tendo plena consciencia de que voce não é capaz de explicar em palavras, escrevendo um texto, como se dá isso, do subsidio voltar ao consumidor..., vou responder contando uma história. Tendo eu uns 15 ou 16 anos e estando na fazenda de meu pai, discuti com um peão. Meu pai me chamou para um lado para conversar, e eu lhe disse que era prá mandar o sujeito embora, queria ver como ele ia se virar. Ao que meu pai respondeu com algumas perguntas,..há quanto tempo voce conhece o João? Respondi, uns seis meses. Quantos anos voce acha que ele tem? Uns quarenta e poucos. Ele falou: Se ele viveu 40 anos sem voce, por que acha que a partir de agora vai depender de ti? Pois é.

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    • CARLOS WILLIAM NASCIMENTOCAMPO MOURÃO - PR

      Opa! Obrigado por me corrigir, Grande Oráculo do site Notícias Agrícolas. Fico lisonjeado porque dedicou um tempo entre seus 40 comentários diários para me corrigir. Vindo da pessoa que fundou a Sadia, Perdigão e Seara me honra muito você me ensinar a escrever. Sei que seus conhecimentos são vastos, pois comenta sobre assuntos que vão de física quântica até batizado de boneca. Obrigado Grande Professor de Deus.

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      E eu agradeço por me qualificar tão bem. Pena que não respondeu como o subsidio chega na mesa do consumidor. Escreva, terei o maior prazer de mandar ao pessoal do Mises instituto e ao Rothbard intituto para avaliar suas grandes considerações.

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    • CARLOS WILLIAM NASCIMENTOCAMPO MOURÃO - PR

      Vou desenhar pra você. O governo subsidiando a tarifa de energia elétrica possibilita ao produtor de frangos ter uma melhor margem de lucro e continuar na atividade, produzindo carne de boa qualidade e barata. Se a tarifa de energia rural ( aqui no Paraná custa R$ 0,52 por kilowatt/hora) for igualada à tarifa urbana (que é de R$ 0,85 por kilowatt/hora) o impacto na lucratividade dos granjeiros será imenso... O preço pago ao produtor rural terá que ser aumentado imediatamente, ou então ele vai parar de alojar. A conta não fecha... Para que o abatedouro não pare de funcionar, a empresa integradora , como a Sadia que você ajudou a fundar, vai ter que melhorar o preço pago ao agricultor. Como a margem de lucro é sagrada para eles, uma grande parte deste aumento será repassada para o consumidor final... Engraçado você condenar todo o tipo de subsídio, já que apoiou integralmente a greve dos caminhoneiros e sua reivindicação de tabela de fretes, que nada mais é que um subsídio pago por todos os produtores rurais e consumidores. Talvez você mudado de idéia sobre isso. A evolução sempre é bem vinda.

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Sr. Carlos, a Sadia acho que não existe mais. Sobre a energia elétrica me parece que isso é isenção fiscal, o que é diferente de subsidios. Apoiei sim a greve dos caminhoneiros, mas não a tabela de fretes, e ao me consta sempre critiquei essa tabela.

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Uma coisa que eu tenho defendido aqui nos bem menos que quarenta comentário por dia, e note Carlos, a maioria deles diz respeito às reportagens que leio. Enquanto alguns assistem o big brother eu leio o Noticias Agricolas e comento as matérias. Então o negócio é o seguinte, se o governo decidir hoje baixar o imposto sobre o combustivel, por exemplo,eu vou aplaudir, porque isso não é subsidio, é redução de impostos. E é isso que defendo.

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