Polêmica com uso do do herbicida 2,4 - D no RS ganha viés ideológico e Farsul pede discussões focadas em aspectos técnicos

Publicado em 10/05/2019 12:14
Produtores de frutíferas no estado denunciam deriva do produto e alegam prejuízos na atividade
Domingos Antônio Velho Lopes - Vice-Presidente da Farsul

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Entrevista com Domingos Antônio Velho Lopes - Vice-Presidente da Farsul sobre a Proibição do defensivo 2,4-D

 

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No Rio Grande do Sul, tem ganhado força uma discussão a respeito da deriva do herbicida 2,4-D, que é utilizado para o controle de plantas daninhas que possuem resistência ao glifosato. Devido a más aplicações, esse herbicida tem atingido lavouras de oliveiras e de uvas destinadas para a produção de vinho.

Domingos Antônio Velho Lopes, Vice-Presidente da Farsul, diz que a discussão é válida, embora tenha que ser mantida no campo técnico. O 2,4-D é o produto mais vendido em volume no país e é utilizado no pré-plantio da soja nos meses de agosto e setembro para o controle da buva.

Uma audiência pública foi realizada recentemente no estado a respeito do assunto. Os produtores de vinho calculam um prejuízo de mais de 100 milhões de reais, com a deriva ocorrendo em 22 municípios, sendo 68 casos confirmados do problema.

A Farsul diz reconhecer que a deriva é um problema constante, mas que aguarda os números dos órgãos oficiais. Lopes também salienta que esse problema não pode ser utilizado para criminalizar o produtor rural.

Para ele, a solução é tecnificar o aplicador desse herbicida para que a deriva não ocorra e para que outros problemas entre vizinhos sejam evitados.

 

Fonte: Notícias Agrícolas

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