Embrapa Tabuleiros Costeiros acompanha as primeiras lavouras de soja no semi-árido nordestino

Publicado em 05/03/2021 15:55 e atualizado em 06/03/2021 19:35
Entrevista com Antonio Dias Santiago - Pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros (por Frederico Olivi)
Antonio Dias Santiago - Pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros

Podcast

Entrevista com Antonio Dias Santiago - Pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros

 

Download

Com 1.500 hectares de lavouras de soja já em produção, o semi árido nordestino vai se apresentando como a mais nova fronteira agrícola do Brasil. O plantio da soja nessa região do País ainda é recente, com apenas seis primeiros agricultores produzindo as primeiras safras no ano de 2015, principalmente antigos fornecedores de cana da região do Agreste e Zona da Mata nordestina, tradicionais fornecedores das Usinas de açúcar e álcool.

Plantada em abril e colhida em setembro, numa area com índice de chuvas entre 400 a 500 mm no período,  para a produção de sementes, essa variedade de soja do semiárido nordestino está proporcionando uma produtividade na faixa entre 60 a 75 sacas por hectare, chamando a atenção de agricultores de outras regiões do País para a expansão da soja no semi árido.

Com essa produtividade alta e chuvas regulares no período o cultivo da soja no semi árido é real e vai trazer importantes investimentos para essa nova fronteira, diz Antônio Dias Santiago, pesquisador da Embrapa que está a frente dos trabalhos de melhoramento das variedades cultivadas no semi árido:

-- “Estamos sendo testemunhas de uma virada na produção agrícola do nordeste, oferecendo mais renda para os agricultores e desenvolvimento para mais de 600 municípios dessa regiao do Brasil",conclui Antônio Dias Santiago.

Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Com força dos prêmios, soja e milho têm suporte dos preços no mercado brasileiro
Suzano vai subir preço da celulose na Europa e nas Américas em maio
CNA encerra encontros regionais para discutir demandas para o Plano Safra
Itaú BBA prevê alta de 10% na sua carteira ao agro em 2026, diz diretor
Ou agimos ou o agro brasileiro vai parar, afirma presidente da Aprosoja Brasil
Guerra, seca e queda da assistência alimentarão a fome em 2026, diz relatório global