Irrigação cresce exponencialmente no Brasil e aumenta importância da gestão eficiente de recursos

Publicado em 22/03/2021 10:41 e atualizado em 23/03/2021 11:46
Pesquisa da Embrapa identifica que pivô central passou a ser principal método de irrigação no Brasil com 1,6 milhão de hectares em 2020 e destaca crescimento do uso de pequenos pivôs em áreas de 1 ou 2 hectares, ajudando na competitividade de pequenos agricultores. Com grande consumo de água, irrigação precisa de gestão de recursos para guarantir abastecimento à todos
Daniel Pereira Guimarães - Pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo

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Irrigação cresce exponencialmente no Brasil e aumenta importância da gestão eficiente de recursos

 

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Um levantamento realizado pela Embrapa com auxilio de imagens via satélite e sensoriamento remoto identificou um grande crescimento na área irrigada na agricultura brasileira desde o início da pesquisa em 1985. Em 2020, foram 8 milhões de hectares irrigados no país, sendo 1,6 milhão (a maior parte) com pivô central.

Segundo o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, Daniel Pereira Guimarães, esse tipo de levantamento é fundamental para balizar as outorgas de uso de água no país, saber com está o consumo nacional e fazer uma melhor gestão dos recursos.

Metade dessas áreas está na região da Bacia do Rio São Francisco e ¼ das lavouras irrigadas se concentram em apenas 10 municípios brasileiros, elevando ainda mais a importância dessa gestão para garantir que haja abastecimento para todos, uma vez que a irrigação utiliza 8 vezes mais água do que o consumo humano.

Entre os benefícios da irrigação, o pesquisador destaca o aumento da produtividade, já que 20% das lavouras mundiais são irrigadas e correspondem à 40% da produção total, diminuir os riscos de perdas por problemas de clima e a possibilidade de cultivo de variedades diferentes e a possibilidade de fazer várias safras em localidades sem chuva abundante.

Outro destaque da pesquisa foi o crescimento do uso de pivôs centrais em pequenas propriedades de 1 ou 2 hectares. Guimarães aponta que isso é fundamental para a inserção destes pequenos produtores no mercado de maneira mais competitiva e rentável.

Confira a íntegra da entrevista com o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo no vídeo.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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