Fertilizantes têm fortes altas frente a preocupações com a oferta e demanda global intensa

Publicado em 16/06/2021 11:13 e atualizado em 16/06/2021 16:00
Preços do MAP subiram de 8% a 9% na última semana, produção de ureia cai na China e todos os grupos de fertilizantes apontam escalada agressiva. Queda do dólar no Brasil não neutraliza o movimento.
Jeferson Souza - Analista de Fertilizantes da Agrinvest

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Entrevista com Jeferson Souza - Analista de Fertilizantes da Agrinvest sobre o mercado de Fertilizantes

 

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Todos os grupos de fertilizantes sobem forte nos últimos dias e já exigem um planejamento de compras por parte dos produtores brasileiros. A demanda global muito alta - e que pode continuar crescendo - e uma preocupação com a oferta de produtos alimentam o movimento e dão, inclusive, espaço para a continuidade do avanço destes insumos. 

"Temos uma expectativa de demanda para o Brasil e o mundo todo de alta, reflexo de preços altos de soja, de milho, o que impulsiona o aumento de área aqui e em todo mundo. E agora, no Brasil em especial, temos visto uma restrição de produtos. Muitos produtores estão dizendo ter dificuldades de encontrar preços no curto prazo, pensando na soja e no milho safrinha", explica Jeferson Souza, analista de fertilizantes da Agrinvest Commodities, em entrevista ao Notícias Agrícolas. 

Nos primeiros cinco primeiros meses de 2021, as importações brasileiras já subiram de 10% a 11% em relação ao mesmo período do ano passado, o que reflete esse cenário de demanda aquecida. As altas, assim, são registradas entre os nitrogenados, os fosfatados, a ureia e o cloreto de potássio. 

Neste contexto, as relações de troca ficam menos atrativas dados os altos preços dos insumos, e cada cultura respeita suas particularidades. 

"Falando de soja, acredito que o produtor não tenha muitas alternativas neste momento. Ele está muito próximo de fechar sua janela de compra e ele vai ter que comprar. A relação de troca agora não está melhor, perdeu muita competitividade, mas com esse cenário de escassez de oferta de produtos no mercado não tem muito o que o produtor esperar. Ele ainda tem um ponto positivo com a soja, desde janeiro deste ano, pensando em 2022, ela se valorizou bem. Se isso não tivesse acontecido, observaríamos uma relação muito pior", afirma Souza. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

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