Soja Restrição de oferta e prêmios positivos marcam mercado no Brasil; portos podem testar R$ 150/sc

Publicado em 16/05/2024 10:17 e atualizado em 16/05/2024 11:09
Prêmios testam níveis recordes para a temporada, refletindo esta disponibilidade menor de soja disponível do que o inicialmente estimado no país. Em Chicago, mercado, neste momento, caminha de lado.
Matheus Pereira

Os preços da soja têm caminhado de lado na Bolsa de Chicago nestes últimos dias, já que faltam notícias que possam dar um espaço maior para movimentações mais intensas das cotações neste momento. Por outro lado, no Brasil, os prêmios têm registrado patamares recordes para a temporada, com os indicativos para agosto e setembro acima dos 45 cents de dólar por bushel positivos, "sendo os maiores patamares ofertados para a safra 2023/24", afirma o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira, em entrevista ao Bom Dia Agronegócio nesta quinta-feira (16). 

Assim, os indicativos nos portos do Brasil chegaram a testar, em Santos/SP, por exemplo, preços na casa dos R$ 140,00 por saca, a depender dos prazos de pagamento e entrega. E embora as altas na semana em relação a anterior não tenham sido tão fortes, os sinais do movimento de alta aparecem. 

"O movimento de alta está vindo, vem pela demanda muito acelerada, muito aquecida, batendo recorde de exportação (no Brasil) em especial para destino China, com restrição de grão disponível", diz. "Estamos batendo recorde nos prêmios, o que é o puro sinal de que há uma restrição de oferta de soja no país. Não cabe mais esse discurso de que está sobrando soja no Brasil. Os próprios prêmios positivos indicam que há um descompasso". 

Os negócios no mercado brasileiro, porém, são menos intensos agora, já que a necessidade de caixa do produtor já não é tão agressiva como há algumas semanas, em especial no final de abril, início de maio. "Passado este período de maior necessidade de venda, temos agora, na percepção da Pátria, negociações um pouco mais frias. O volume de comercialização está se estagnado, por falta de necessidade ou estímulo de venda", afirma Pereira. 

Veja a entrevista completa no vídeo acima. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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