Brasil fecha safra de algodão 20/21 com redução na produção após menos área plantada e falta de chuvas

Publicado em 23/09/2021 16:00
Planeamento para próximo ciclo 21/22 já começou com boas oportunidades de venda e perspectiva de retomar patamares de produção próximos das 3 milhões de toneladas da safra 19/20
Júlio Cézar Busato - Presidente da ABRAPA

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Brasil fecha safra de algodão 20/21 com redução na produção após menos área plantada e falta de chuvas

 

A safra de algodão 2020/21 está oficialmente encerrada no Brasil e os resultados, que já eram esperados mais baixos do que os do ciclo anterior, acabaram sendo ainda mais baixos devido as condições adversas de clima.

Segundo o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, a temporada anterior representou 3 milhões de toneladas colhidas e para esta safra a expectativa era de 2,4 milhões em função da redução de área plantada registrada. Porém, a falta de chuva na reta final de desenvolvimento em Mato Grosso e Goiás reduziu o patamar para 2,3 milhões de toneladas.

Por outro lado, a produtividade média de 1.700 quilos por hectare, apesar de mais baixa, segue sendo positiva diante dos parâmetros internacionais e a qualidade da fibra foi muito positiva, superando inclusive as registradas em anos anteriores.

Olhando para o mercado, Busato explica que, após os preços muito baixos na época de tomada de decisão, as cotações melhoraram para algo entre 63 e 65 centavos de dólar e permitiram vendas de 50 a 60% da produção para custear as lavouras. Depois, os preços continuaram subindo e deram melhores condições de rentabilidade.

Esses preços positivos também estão presentes nas negociações da nova safra 2021/22 que se aproxima com boas perspectivas para a entidade. A liderança ressalta que deve haver uma retomada no crescimento de plantio e a expectativa é chegar novamente perto das 3 milhões de toneladas produzidas.

As atividades de plantio começam já em dezembro na Bahia e deve iniciar em janeiro no Mato Grosso e Goiás. Pelo menos por enquanto, as condições estão positivas e não devemos rever situações de grandes atrasos nos trabalhos como no ano passado.

Confira a íntegra da entrevista com o presidente da Abrapa do vídeo.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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