Faeg orienta pecuaristas a evitar vendas à prazo para JBS. Empresa detém 34% da demanda por animais no estado

Publicado em 25/05/2017 12:24
Animais estão sendo distribuídos entre os frigoríficos de pequeno e médio portes do estado, mas capacidade de absorção é limitada. Pecuaristas tentam fugir dos preços baixos, evitando concentração de oferta
Confira a entrevista com Eduardo Veras - Vice-Presidente Institucional da Faeg

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Eduardo Veras - Vice-Presidente Institucional da Faeg

 

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Em Goiás, 34% dos abates são realizados pela JBS e desde que a empresa entrou no centro dos escândalos de corrupção do país, os pecuaristas ficaram temerosos.

Os frigoríficos além de suspender as vendas à vista, também paga abaixo das outras indústrias, na tentativa de pressionar o mercado.

O vice-presidente institucional da Faeg (Federação de Agricultura de Goiás), Eduardo Veras, conta que os preços estão 12% abaixo do mesmo período do ano passado. No caso da JBS a empresa oferta R$ 120/@ [sem sucesso nas negociações], enquanto os demais pegam até R$ 125/@.

No ano passado, o pecuarista vendia seus animais a R$ 140/@ e essa queda expressiva nas cotações tem preocupado a Federação. "O produtor está perdendo a capacidade de honrar seus compromissos financeiros."

Segundo Veras, a Faeg orienta vendas somente à vista e que, se possível, os produtores pulverizem os contratos evitando a concentração de negócios com uma empresa, para diminuir os riscos financeiros.

A expectativa é de que a JBS retorne ao mercado nas próximas semanas por necessidade de recompor os estoques, elevando a necessidade de compra e conseqüentemente os preços da arroba.

A Federação também organiza, a partir desta sexta-feira (26), rodadas de discussão para buscar alternativas ao setor, como acesso ao crédito e prolongamento de custeio.

Por: e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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