Frigoríficos no Vale do Araguaia-MT alongam escalas com fêmeas, animais a termo e ainda sentem recuo da demanda com saída do Irã

Publicado em 23/07/2019 13:12
Pecuaristas estão preocupados com o atual mercado, pois cotações do boi abaixo dos atuais patamares inviabilizam reposição
Marcos Jacinto - Pecuarista

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Entrevista com Marcos Jacinto - Pecuarista sobre o Mercado do Boi Gordo

 

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Na região do Vale do Araguaia/MT, as indústrias frigoríficas com foco no mercado interno alongaram as programações de abate para até o início de agosto,  preenchendo as escalas com fêmeas, consequência do período de descarte. Da mesma forma os frigoríficos que trabalham com exportação estão com escalas para o dia 12 de agosto, conseqüência das compras no mercado a termo.

O pecuarista, Marcos Jacinto, destaca que a demanda por exportações deram uma bloqueada devido as negociações entre os Estados Unidos e o Irã. “Alguns frigoríficos da nossa região atendiam as demandas daquele país e agora o mercado do boi está travado com a necessidade de animais reduzida”, afirma.

Ainda segundo o pecuarista, as indústrias frigoríficas abateram neste final de semana o último lote de animais que será destinado ao Irã. “As empresas vão tentar buscar outros mercados como no Chile para a exportação já que acaba impactando na demanda e também no resultado financeiro com o total pago por tonelada de carne”, ressalta.

 Atualmente, as referências para o boi gordo estão próximas de R$ 143,00/@ a R$ 145,00/@, com trinta dias para descontar funrural. Já no caso das fêmeas, as novilhas estão cotadas a R$ 140,00/@ para descontar funrural, as vacas bem acabadas estão ao redor de R$ 137,00/@ e fêmea zerada está na faixa de R$ 135,00/@.

Fonte: Notícias Agrícolas

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