Exportações de carne nas primeiras semanas de janeiro surpreendem e podem encerrar o mês com níveis acima de 170 mil toneladas

Publicado em 14/01/2020 12:33
No entanto, demanda interna ainda é uma incógnita e mercado só terá maior definição a partir da última semana de janeiro
Gustavo Figueiredo - Analista da AgroAgility

Podcast

Entrevista com Gustavo Figueiredo - Analista da AgroAgility sobre o Mercado do Boi Gordo

 

Download
 

Nos primeiros sete dias úteis de janeiro, o volume exportado de carne bovina in natura surpreendeu a todos já foram embarcadas 55,5 mil toneladas de carne bovina in natura, conforme a Secretária de Comércio Exterior (SECEX) divulgou nesta segunda-feira (13). As expectativas de mercado apontam que o mês pode encerrar com um total exportado acima dos 170 mil toneladas.

Segundo o Analista da AgroAgility, Gustavo Figueiredo, os dados das exportações mostraram que o ritmo de negócios não está lento como muitos comentavam. “A média diária ficou ao redor de 7,9 mil toneladas e se esse percentual continuar nas próximas semanas vamos ter um aumento de 17% frente ao mês anterior e 70% na comparação anual”, comenta.

A pressão baixista nos preços está sendo influenciada pelo o mercado interno, na qual muitas indústrias estão negociando com cautela. “Os frigoríficos que atendem ao mercado interno é os que estão com mais receio de alongar as programações de abate. Então, eles vão tirando o pé para ver o que acontece”, relata.

O analista explica que não é o excesso de oferta que está contribuindo para a queda nas referências, mas a falta de vontade dos frigoríficos de alongar as escalas de abate. “O que eu acredito é que quando tiver uma necessidade urgente de alongar as programações os frigoríficos vão sofrer para recompor as escalas neste preço mínimo”, diz Figueiredo.

O analista explica que não é o excesso de oferta que está contribuindo para a queda nas referências, mas a falta de vontade dos frigoríficos de alongar as escalas de abate. “O que eu acredito é que quando tiver uma necessidade urgente de alongar as programações os frigoríficos vão sofrer para recompor as escalas neste preço mínimo”, diz Figueiredo.

Atualmente, os negócios para o boi gordo em São Paulo estão ocorrendo ao redor de R$ 190,00/@ a R$ 200,00/@.  Figueiredo ressalta que a mudança no indicador Esalq/B3 está mostrando mais a realidade do mercado, já que o calculo é feito por ponderação. “Estamos vendo que essa mudança foi benéfica para o mercado e vai ser favorável ao longo de 2020”, aponta.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Negócios com o boi esfriam, pecuaristas cedem e frigoríficos devem intensificar testes com arroba
Oferta de animais vai direcionar preços da arroba com arrefecimento das demandas
Custo da arroba produzida é o menor desde novembro de 2024, mas confinamento ainda pode gerar prejuízo
Oferta de animais vai direcionar preços da arroba diante da redução nas demandas por carne
Demanda interna por carne bovina aparece como ponto de atenção na composição de preços da arroba do boi
Boi/Cepea: Exportações diminuem, mas preço elevado limita queda na receita