Sem o vírus da aftosa circulando no Brasil não há motivos para impedir retirada da vacinação contra a doença, diz CNA

Publicado em 13/08/2020 11:21 e atualizado em 13/08/2020 14:14
CNA afirma que decisão foi tomada seguindo rigorosos critérios de avaliação
Ricardo Nissen - ‎Assessor Técnico de Pecuária de Corte - ‎CNA

Podcast

Entrevista com Ricardo Nissen - ‎Assessor Técnico de Pecuária de Corte - ‎CNA sobre a Retirada da Vacinação da Febre Aftosa

 

Download
 

O Ministério da Agricultura reconheceu seis estados brasileiros como livre de febre aftosa sem vacinação. A medida passa a valer a partir de 1º de setembro de 2020 e abrange os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Rondônia e Acre, além de duas regiões do Amazonas e do Mato Grosso.

Segundo o Assessor Técnico de Pecuária de Corte da Confederação da Nacional da Agricultura (CNA), Ricardo Nissen, a retirada da vacinação é algo muito benéfico ao setor e que reconhece a eficácia do sistema de defesa sanitária dessas regiões. “Os benefícios vão aparecer no longo prazo, principalmente com a melhoria dos acordos bilaterais e exportações”, comenta.

Outro fator positivo é que os pecuaristas não vão ter mais o custo com a vacinação do rebanho e perdas por abscessos do leite. Além disso, o plano estratégico do Ministério da Agricultura envolve diversos pontos que precisam ser contemplados para que a retirada da vacinação venha a ser colocada em prática.

“Um dos estudos soroepidemiológico que comprovam que não ocorre a circulação viral da febre aftosa dentre do estado. Vale ressaltar que mesmo vacinando o rebanho houve casos da doença, como no estado do Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul. Ou seja, a vacina serve como um controle da erradicação do que impedir novos focos da febre aftosa”, destacou.

Após a retirada da vacinação, os pecuaristas devem ficar atentos ao seu rebanho e notificar o sistema de defesa se tiver sintomas da doença no gado. A IN (52) reitera que os Estados mencionados devem manter o controle sanitário de suas divisas, conforme já estabelecido anteriormente.

A retirada da vacinação envolveu algumas polemicas em que as indústrias frigoríficas e o setor se suínos pediram a aceleração dessa medida. “Realmente, teve uma pressão desse lado do setor. Só que a aceleração se deu em prol do reconhecimento do país como livre de febre aftosa sem vacinação, e isso vai trazer benefícios a toda a cadeia do agronegócio”, informou.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Sistema de cria tem potencial para registrar melhor rentabilidade na pecuária em 2026
Alta da arroba é impulsionada pela redução da oferta e cenário de escassez deve persistir
Alta recente da arroba do boi melhora relação de troca com milho e chega a 5 por 1
Oferta restrita de animais tem encurtado escalas de abate e valorização da reposição deve manter esse cenário de escassez
Projeções da HN Agro apontam para arroba de R$390 no final do ano; cenário mais otimista chega aos R$470
IA no rebanho leiteiro pode atuar em frentes que vão desde a gestão até a melhora da qualidade do leite