Negócios para o boi China chegam a R$ 280,00/@, com tendência de novas altas no curto prazo

Publicado em 30/10/2020 12:40 e atualizado em 01/11/2020 16:50
Com um dia a menos na próxima semana, os frigoríficos tiveram que ofertar preços maiores para preencher escalas de abate.
Thayná Drugowick - Analista de mercado da Scot Consultoria

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Confira a entrevista com Thayná Drugowick - Analista de mercado da Scot Consultoria sobre o mercado do boi gordo

 

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Os negócios para o boi China e para o animal com destino ao mercado interno registraram valorizações nesta semana diante dos frigoríficos disputando matéria prima para abater na próxima semana.  Atualmente, a referência para o animal com padrão exportação está próximo a R$ 280,00/@ e o gado comum está em torno R$ 274,00/@.

De acordo com a Analista da Scot Consultoria, Thayná Drugowick, as programações de abate atendem uma média de 3 a 4 dias úteis no estado de São Paulo. “As indústrias estão correndo atrás de animais para preencher as escalas e tiveram que ofertar preços maiores. Das 32 praças monitoradas, a arroba teve um aumento médio de R$ 4,00/@, sendo que no Paraná o ganho foi de R$ 10,00/@, Cuiabá/MT R$ 7,50/@ e São Paulo teve um avanço de R$ 6,00/@”, informou.

Do lado da demanda, a expectativa é de melhor no escoamento da carne com o recebimento da primeira parcela do 13º salário e também com o recebimento do auxilio emergencial. “Devemos ter um escoamento positivo no próximo mês e a tendência é de melhora de compra com as festividades do final de ano”, comentou.

A analista ressaltou que a carcaça casada no atacado registrou alta de 3,2% nesta semana e está precificada a R$ 17,85/kg. Assim como os preços do boi gordo, a cotação do boi magro atingiu o patamar de R$ 4.000,00/ cab. em função da oferta restrita de animais.

“A oferta restrita dos animais de reposição resultou em uma alta de 60%, considerando a média de todos os machos e fêmeas nelorados. Na comparação anual, o aumento da reposição foi mais de 80%. Isso é um momento positivo para o criador e as fêmeas têm puxado as cotações”, apontou.

Com relação às exportações, a consultoria reportou que o mês de outubro deve bater recorde de exportações. “Se o Brasil seguir com uma média diária de 8 mil toneladas exportadas nesta semana, nós acreditamos que vai bater um novo recorde na série histórica e ter um incremente de mais de 9 mil toneladas se comparado ao que foi exportado no ano passado”, afirmou em entrevista ao Notícias Agrícolas.

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+ Mercado de reposição: demanda aquecida e oferta restrita

Por: Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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