Boi China já é negociado a R$ 300/@ em SP e mesmo assim escalas de abate não evoluem

Publicado em 20/01/2021 13:02 e atualizado em 20/01/2021 15:00
Frigoríficos de mercado interno têm dificuldades para repassar alta da arroba para os preços da carne
Fernando Henrique Iglesias - Analista da Safras & Mercado

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Entrevista com Fernando Henrique Iglesias - Analista da Safras & Mercado sobre o Mercado do Boi Gordo

 

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Negócios para os animais com padrão exportação no patamar de R$ 300,00/@ já são observados no estado de São Paulo. Com o cenário de oferta restrita de animais, os frigoríficos vão ter que pagar preços maiores para preencher as escalas de abate com gado de maior qualidade. 

De acordo com o  Analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o volume de negócios aumentou com esse novo patamar de preços. “Nas semanas anteriores apenas uma indústria estava disposta a pagar valores elevados, mas agora a pedido em R$ 300,00/@ está cada vez mais comum. Vai muito da condição de cada indústria e da necessidade para atender algum contrato”, relata. 

Apesar das indústrias estarem pagando por valores maiores, as programações de abate seguem restritas e giram ao redor de 3 a 4 dias úteis em São Paulo. “Tem casos de frigoríficos que têm capacidade para abate de 700 cabeças por dia, mas que atualmente estão abatendo 450 cabeças por dia. Até a entrada de animais mais robusta no mercado vai ser difícil superar essa média de 4 dias úteis nas programações”, aponta.

Com relação aos cortes da carne, o traseiro está em um patamar recorde e está precificado a R$ 21,00/kg. “Isso é um fator que tem preocupado os consumidores de uma forma geral e torna muito difícil o consumo da proteína, sendo que trabalhamos com um boi casado ao redor de R$ 18,50/kg. A equivalência da carne para a arroba somando todas as bonificações é de R$ 278,00/@ e isso gera uma margem de lucro da indústria muito desgastada”, esclarece.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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