Boi China em São Paulo já é negociado a R$ 310 /@ motivado pela alta do dólar e renegociação da carne na exportação

Publicado em 01/03/2021 12:38 e atualizado em 01/03/2021 14:19
Diferença entre o boi china e o boi comum deve crescer ao longo de março. Mercado interno segue com demanda fraca
Caio Junqueira - Analista de Mercado da Cross Investimentos

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Entrevista com Caio Junqueira - Analista de Mercado da Cross Investimentos sobre o Mercado do Boi Gordo

 

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Negócios para os animais com padrão exportação estão sendo negociados a R$ 310,00/@ em São Paulo. A expectativa é que os preços para o Boi China se consolide neste patamar em função da alta do dólar e também pelo fato das indústrias renegociarem os valores do produto que são destinados ao mercado externo. 

De acordo com o Analista de Mercado da Cross Investimentos, Caio Junqueira, é possível que haja um distanciamento nos preços do animal comum e do boi china ao longo de março. “Eu acho que esse vai ser o principal driver que deve acontecer durante esse mês, mas a diferença deve ficar entre 10 e 15 reais de um animal para o outro”, afirma. 

Os preços da carne bovina estavam sendo negociados a US$ 5.000 no ano passado, mas na virada do ano tivemos pequenos reajustes e foram para US$ 5.100. “As empresas pleiteiam um ajuste de 10%  e a indústria brasileira informa que é necessário fazer esse reajuste devido a matéria prima estar muito escassa”, aponta. 

Já no mercado doméstico, o consumo de carne bovina segue lento e os frigoríficos não conseguem repassar novas altas de preços. “As pequenas indústrias estão sofrendo muito neste primeiro trimestre de 2021 para conseguir animais terminados e para conseguir boas margens de rentabilidade”, comenta. 

A tendência é que tenha um volume maior de animais sendo direcionados para o abate entre abril e maio, principalmente gado de pasto. “Apesar de acreditarmos que a oferta vai melhorar nos próximos meses, a disponibilidade de gado ainda deve permanecer muito restrita ao longo deste ano se comparado com os anos anteriores”, relata. 

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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