Boi gordo: queda nas cotações futuras está alinhada com recuo do dólar. Carne bovina brasileira segue acima dos US$60/t

Publicado em 16/06/2021 12:32 e atualizado em 16/06/2021 15:47
Recuperação econômica será principal responsável pela correção nos preços da arroba do boi no segundo semestre, entenda porque
Caio Toledo Godoy - Consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX

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Entrevista com Caio Toledo Godoy - Consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX sobre o Mercado do Boi Gordo

 

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Na Bolsa Brasileira (B3), as cotações futuras da arroba recuaram nas últimas duas semanas refletindo a queda do dólar. “Nós estamos passando por uma readequação das expectativas após a queda do câmbio, já que não é possível a arroba estar cotada a R$ 345,00/@ com um dólar ao redor de R$ 5,00”, informou  o Consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX, Caio Toledo Godoy, 

O analista ainda reforça que o pecuarista precisa ficar atento ao câmbio, pois vai ditar as negociações nos próximos meses no mercado da pecuária. “As demais variáveis de mercado já se tem uma noção mais clara do que pode acontecer, na qual a demanda interna deve voltar a ganhar ritmo e a oferta de animais deve seguir restrita no segundo semestre”, comentou. 

Com relação à demanda externa, as exportações devem seguir aquecidas ao longo deste ano, com a China como principal comprador da carne brasileira. “Nós acreditamos que os chineses estão buscando ser menos dependentes da proteína brasileira, por isso não devemos mais embarcar de 90 a 100 mil toneladas para a Ásia em um mês como fizemos anteriormente”, destacou.

A China está comprando menos proteína do Brasil pelo fato da oferta de animais estar restrita e de estar importando de outros países, como os Estados Unidos. “Outro ponto é que a carne bovina brasileira no mercado externo começou a ficar muito elevada com a valorização  do real e os frigoríficos tiveram que aumentar o valor. No entanto, as estimativas apontam que a China deve seguir comprando proteína animal já que a economia já está dando sinais de melhora”, disse Toledo.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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