Futuro do boi na B3 já sinaliza preços menores para @ em outubro quando comparado com o mercado físico ; entenda os motivos

Publicado em 24/08/2021 12:21 e atualizado em 24/08/2021 15:11
Pesquisador do Cepea alerta para mudanças na dinâmica de comercialização com planejamento e antecipação dos negócios. O que está na mira agora são as negociações para o primeiro trimestre de 2022
Thiago Bernardino de Carvalho - Pesquisador do Cepea

Podcast

Entrevista com Thiago Bernardino de Carvalho - Pesquisador do Cepea sobre o Mercado do Boi Gordo

 

A expectativa é que a cotação do boi gordo no mercado físico deve ficar abaixo dos preços sinalizados no contrato de outubro. De acordo com o Pesquisador do Cepea, Thiago Bernardino de Carvalho, os pecuaristas ficaram estimulados em confinar os animais neste ano diante das referências elevadas e muitos aproveitaram para travar os preços e os custos. 

“Antes do produtor conseguia administrar os animais no pasto, mas agora com os custos elevados os pecuaristas não conseguem segurar o animal no cocho. Por outro lado, os frigoríficos sabendo que os preços estão em patamares altos por dois anos  aproveitaram para alongar as escalas de abate e investir em confinamento próprio”, comentou em entrevista ao Notícias Agrícolas. 

Para o início do ano de 2022, o mercado futuro do boi gordo aponta um cenário de preços elevados para a arroba. “Essa é uma dinâmica muito interessante que está ocorrendo já que o mercado futuro converge do físico. A tendência é que a restrição de animais volte a prevalecer e gere uma valorização dos preços”, informou. 

Diante desse cenário, é importante os produtores planejarem as estratégias de comercialização e ficarem atentos às mudanças de negociações. “É preciso colocar no papel a margem e os custos para saber quanto é preciso para travar os custos de produção”, destacou Bernardino. 

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Pecuaristas que não usaram nenhuma estratégia de proteção de preços e precisam entregar os animais agora, estão perdendo no mínimo R$400 por cabeça
Oferta de animais dá sinais de arrefecimento, mas redução da demanda pela carne brasileira continua como fator de pressão da arroba
Centro-Oeste melhora estratégias na dieta e reduz em 10% custo da arroba produzida em Confinamento
Pressão sobre as cotações da arroba diminuiu mas ainda é cedo para falar em fim do movimento de baixa
Programa da Alta identifica, com precisão, touros que apresentam as melhores taxas de concepção em condições reais de manejo.
Regulação na oferta de animais só deve acontecer a partir de outubro, enquanto isso, arroba do boi vai seguir pressionada pela menor demanda da China