Boi: além do fim do embargo pela China, frigoríficos aguardam decisão sobre o destino dos estoques de carne

Publicado em 21/09/2021 12:24 e atualizado em 21/09/2021 15:16
Mesmo com sinalização positiva, de suspensão do embargo e consumo do estoque por parte dos chineses, negócios com o boi no físico devem demorar para voltar ao normal
Caio Junqueira - Analista de Mercado da Cross Investimentos

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Entrevista com Caio Junqueira - Analista de Mercado da Cross Investimentos sobre o Mercado do Boi Gordo

 

O mercado pecuário segue na expectativa da retomada dos embarques de carne bovina para a China, na qual o embargo já dura mais de 15 dias. Diante desse cenário, as indústrias estão preocupadas com o destino dos estoques de produto que seria enviado para a exportação, e que agora, deve ficar no mercado interno. 

De acordo com o Analista de Mercado da Cross Investimentos, Caio Junqueira,  a falta de notícias por parte da China acaba gerando mais expectativa no mercado. “Nós estamos no escuro esperando o posicionamento da potência asiática e até o momento não temos nada. Tem uma carga chegando na China, mas não sabemos se eles vão aceitar esse produto e não temos como escoar esse volume no mercado interno”, comentou. 

Quando a China suspender o embargo da carne bovina brasileira o primeiro impactado vai ser direcionado para os preços futuros e o mercado físico deve demorar algumas semanas para sentir. “Após a suspensão do embargo, as indústrias vão embarcar a carga que está parada nos estoques para depois voltar às operações normais”, destacou. 

O consultor ainda ressalta que os custos de produção vão ficar elevados para o confinador que vai ter que deixar o animal por mais tempo na engorda. “É prejuízo e não tem o que fazer, mas que isso fique de lição para todos os produtores e que façam uma proteção futura para se precaver de situações como essa”, disse Junqueira. 

O fluxo de negócios começou a aumentar no início desta semana e os patamares de preços estão oscilando entre R$ 290,00/@ a R$ 305,00/@. “Boa parte das indústrias que estão comprando estão com escalas com dois dias de abate e  pressionado os valores da arroba”, pontuou.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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