Atraso na entrega de animais confinados, prontos para o abate, já chega a 30 dias e pecuaristas amargam prejuízos, diz Assocon

Publicado em 05/10/2021 13:36 e atualizado em 05/10/2021 15:34
Mesmo quem tem preços fixados com os frigoríficos, vê suas margens encolhendo a cada dia com elevação do custo de produção
Maurício Velloso - Presidente Assocon

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Atraso na entrega de animais confinados, prontos para o abate, já chega a 30 dias e pecuaristas amargam prejuízos, diz Assocon

 

As entregas dos animais de confinamento estão sendo postergadas diante das indústrias fora das compras diante do embargo da China pela carne bovina brasileira. O atraso na entrega dos animais já chega em 30 dias e os pecuaristas estão com prejuízos, pois estão tendo manter o gado com uma alimentação elevada. 

O presidente da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), Maurício Velloso, destacou que os custos para manter os animais no confinamento estão cada vez mais elevados. “Se tivermos chuvas vai prejudicar as instalações dos animais que estão no cocho e a pressão negativa nos preços só vai aumentando. Nós acreditamos que todos os ganhos de 2021 vão ser zerados e vai ser de prejuízo para a grande maioria dos produtores”, ressaltou. 

Após o animal atingir 20 arrobas, o gado passa a engordar e ganhar mais gordura que é desvantagem já que demanda mais comida. “O confinador profissional procura entregar um animal com a carcaça cheia e sem uma quantidade exagerada de gordura. Geralmente, temos um padrão de tamanhos de peças e quando passa desse padrão, as indústrias acabam penalizando”, comentou. 

A expectativa para o segundo giro do confinamento é que haja um aumento de 30% de animais confinados frente ao primeiro giro deste ano. “Os pecuaristas se empolgaram almejando preços da arroba bem atrativos e poucos produtores usaram das ferramentas de proteção de preços”, informou em entrevista ao Notícias Agrícolas. 

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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